[Péssimo desempenho] Exame da OAB reprova 70% de inscritos
O exame de Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) mostra que o Rio Grande do Norte tem apresentado declínio no rendimento dos alunos graduados em Direito e que precisam se submeter à avaliação da instituição para poder atuar como advogados. Até pouco tempo, o percentual de aprovados chegou a 60%, e o que se constatou no exame realizado recentemente foi que o Estado apresentou uma queda considerável na aprovação na primeira fase: 23,70% de 557 inscritos passaram à segunda fase, correspondendo a 132 bacharéis. O prazo para recursos termina amanhã, através do endereço eletrônico www.cesp.unb.br e protocolado na Seccional potiguar. A segunda etapa está prevista para ser realizada 3 de junho.Para o presidente da OAB, seccional de Mossoró, advogado Humberto Fernandes, o resultado do exame de Ordem enfatiza que o histórico de queda na aprovação vem se repetindo. “O RN nunca teve um número de reprovados tão elevado. E isso foi só na primeira fase, e este número poderá cair na segunda fase”, diz.
Para se ter idéia da situação, o presidente da OAB informa que foram inscritos 105 bacharéis de Mossoró, sendo que apenas 35 foram aprovados. Por unidade de ensino superior, a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) teve 39 inscritos, dos quais 23 passaram. A Universidade Potiguar (UnP) inscreveu 43 bacharéis e somente seis obtiveram nota suficiente para seguir à segunda fase. A Mater Christi registrou 24 candidatos e obteve a aprovação de três.Para Humberto Fernandes, esse resultado é reflexo da má qualidade do ensino jurídico, e enfatiza que as Instituições de Ensino Superior (IES) não estão atendendo às exigências da qualificação científica. Ele comenta que as Universidades devem trabalhar para uma recuperação do percentual no Exame da Ordem, e afirma que o problema é grave. “Se não houver mudanças, o MEC (Ministério da Educação) será obrigado a rever alguns cursos.
NOTA DESTE BLOG: O resultado desastroso obtido pelos candidatos no exame da OAB/RN, comprova que os alunos não estão preparados e talvez a qualificação dos professores não seja das melhores. Outro fator que contribuiu de forma negativa para desempenho tão pífio, não só em nosso estado , mas em todo o país ,foi a criação sem críterios de faculdades de direito em todo Brasil ,banalizando o curso e consequentemente formando profissionais sem a devida qualificação.
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