domingo, 4 de dezembro de 2011

Posição “canguru” é benéfica para bebês

O contato entre mãe e filho é benéfico para ambas as partes e a ciência já sabe disso há muito tempo. Entretanto, pesquisa realizada na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP) conseguiu mensurar o benefício que essa proximidade traz e concluiu que, especialmente nos casos de crianças prematuras, a relação mais intensa causa um efeito prático essencial: a diminuição da dor e o aumento da resistência. A conclusão é da enfermeira Thaíla Castral, que conduziu a pesquisa em sua tese de doutorado e analisou a relação entre fatores maternos e a resposta à dor e ao estresse do bebê quando ele se encontra na posição “canguru”. A pesquisadora observou que, quando mãe e filho ficam mais tempo próximos, o bebê sente menos dor. O estudo - "A posição canguru permite o contato pele a pele. Isso, na prática, significa que o bebê está só de fralda, em uma posição vertical, entre os seios da mãe. Esta fica só de avental, deixando o colo livre para o contato com a criança", explica Thaíla. A pesquisa foi realizada com 42 mulheres e seus bebês, recrutadas no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP. O momento de dor analisado foi o Teste do Pezinho, feito entre três e sete dias depois do parto e repetido após um mês no caso dos prematuros. Todos os bebês foram colocados na posição canguru por 15 minutos antes da realização da coleta de sangue do calcanhar, permaneceram na posição durante o exame e por mais 15 minutos depois de seu término.

O que fazer quando a criança tem dificuldade de aprendizado?

“Danado”, “endiabrado”, “ligado a mil por hora”. Estes são apenas alguns dos adjetivos usados para aquela criança que não para quieta. É agitada e por isso não consegue prestar atenção em nada e não deixa quem está ao seu lado se concentrar. Mas o que para alguns não passa de “danadeza” ou falta de educação, é na verdade uma síndrome. O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e frequentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. Ele é chamado, às vezes, de Distúrbio do Déficit de Atenção (DDA). Diagnosticar o TDAH e tratá-lo é fundamental na vida escolar da criança e pode significar o sucesso ou o fracasso pessoal ou profissional do indivíduo adulto.

domingo, 27 de novembro de 2011

Profissões além das tradicionais ou da moda

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Profissionais de estatística, economia e contabilidade têm tido espaço para atuar em diversas empresas

Por Sílvia Gusmão

Medicina, direito e engenharia estão entre as profissões tradicionais, frequentemente, associadas a status, bons salários e estabilidade na carreira. O que leva muitos vestibulandos, estimulados pelos pais ou pelo colégio, sentirem-se atraídos por elas na hora escolher o curso. Outras, já são alvo de muito interesse, porque estão na moda e são constantemente decantadas na mídia. Moda, gastronomia, publicidade, jornalismo, estão entre elas. O problema é que ter a chancela de tradicional ou estar em evidência não significa que a opção por elas, seja garantia de emprego ou de boa remuneração. No entanto, há outras que, por desconhecimento ou preconceito, são subestimadas pelos estudantes no momento de definir a carreira. Apresentam um mercado em expansão e, muitas vezes, oferecerem boas perspectivas de emprego.

É o caso, por exemplo, de enfermagem. Trata-se de uma das profissões da área da saúde que mais rapidamente emprega. Oferece inúmeras oportunidades de trabalho em hospitais, nos homecares e nos Programas de Saúde da Família junto às comunidades. O aumento da expectativa de vida da população tenderá a ampliar ainda mais as possibilidades de emprego para os enfermeiros. No entanto, este cenário otimista é inversamente proporcional à procura dos estudantes pelo curso. A profissão emprega bem, mas atrai pouco.

Há outras opções além das engenharias, para quem gosta de lidar com números. Profissionais de estatística, economia e contabilidade têm tido espaço para atuar em diversas empresas da inciativa privada e do setor público, porque estão em alta, hoje, especialistas que saibam interpretar dados e traçar planos de investimento para as instituições. Outra alternativa é geologia, que oferta áreas de atuação ligadas ao meio ambiente e à mineralogia, no gerenciamento de recursos naturais.

Esses exemplos demonstram que pode valer a pena os estudantes olharem para outras profissões, além daquelas já “conhecidas”.

Nota do Ministério Público, em resposta a Wilma

NOTA

O Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte, em razão de notas à imprensa elaboradas pela ex-Governadora do RN, Wilma Maria de Faria, e seu filho, advogado Lauro Maia, em que se faz adjetivações negativas a respeito da atuação desta Instituição e se lança um “desafio”, vem a público esclarecer o seguinte:
a) É comum que investigados, confrontados com fortes indícios e evidências de sua participação em ilícitos procurem desviar o “foco” do noticiário, por meio da desgastada estratégia de tentar acusar e desafiar o órgão investigador;
b) Quanto à acusação de má-fé por parte desta Instituição, muito provavelmente pelo fato de se ter dado publicidade a provas, indícios e evidências de que a ex-Governadora do RN, Wilma Maria de Faria, e seu filho, advogado Lauro Maia, tiveram participação na cadeia criminosa revelada na operação “Sinal Fechado”, esta deve ser prontamente repelida;
c) Não existiu qualquer razão metajurídica para tanto. Não houve “pirotecnia jurídica”, mormente diante de peças bem elaboradas, claras e tecnicamente precisas. Não existem “medos políticos inconfessáveis” por parte desta Instituição. Ao contrário, o Ministério Público tem se pautado pela investigação e acusação a quem quer que seja, como no caso presente, independentemente de sua suposta importância ou “lado” na cena política; Aliás, todas as menções a Srª Wilma Maria de Faria e ao advogado Lauro Maia constantes nas petições advém de informações obtidas a partir de diálogos mantidos entre os investigados, que de forma expressa registram tais pessoas como beneficiárias das ações da organização criminosa, tendo o Ministério Público, como é de seu dever, levado os fatos ao Poder Judiciário, que reconheceu a procedência dos pedidos e determinou a realização das diligências necessárias à continuação da apuração dos fatos. Não há uma única afirmação feita pelo Ministério Público que não esteja baseada em elementos de evidências e provas, notadamente as próprias palavras dos demais investigados e pessoas referenciadas em interceptações judicialmente autorizadas.
d) Não é verdade que um membro do MPRN teria afirmado inexistir provas contra a ex-Governadora do RN, Wilma Maria de Faria, e seu filho, advogado Lauro Maia, na coletiva de imprensa dada na tarde do dia 24 passado. O que se afirmou foi que não havia necessidade de busca e apreensão na residência destes investigados, dado que, muito provavelmente, não seriam ali encontradas provas a esse respeito, uma vez que os fatos ocorreram em meados de 2009;
e) Ora, as petições levadas a público com autorização judicial, que continuam à disposição no “site” da Instituição (www.mp.rn.gov.br), descreveram de forma minuciosa as diversas provas acerca da participação dos investigados em comento, colhidas ao longo de nove meses de apurações, como diálogos em que se afirma, categoricamente, que George Olímpio pagou vantagem indevida (“propina”) a Lauro Maia, bem como fez promessa de pagamento de vantagem indevida a este investigado, além de comunicações telemáticas em que George Olímpio revela que participou ativamente da elaboração de projeto de lei de autoria da investigada Wilma Maria de Faria, tendo recebido a própria mensagem por ela encaminhada à Assembléia Legislativa, com o projeto de lei que resultou na sanção da Lei n.º 9.270/09, o que representou indício de que as propostas a Lauro Maia se destinavam, em verdade, à sua mãe, então gestora máxima do Executivo Estadual;
f) O interrogatório do investigado José Gilmar de Carvalho Lopes (Gilmar da Montana), tomado no dia da operação, e, portanto, após a elaboração das referidas petições corrobora a prova e evidências até então conhecidas, reforçando ainda mais o que já havia sido apurado, principalmente quando o mesmo afirma que, de fato, George Olímpio lhe confidenciou que ofereceu promessa de vantagem indevida à investigada Wilma Maria de Faria, consistente em cota de 15% (quinze por cento) da sua parcela nos futuros lucros do Consórcio INSPAR, como forma de garantir a vitória deste consórcio na licitação para a inspeção veicular no RN;
g) Diversas provas já colhidas na investigação Ministerial, portanto, dão conta da implicação e envolvimento da Ex-Governadora Wilma de Faria e seu filho Lauro Maia no aludido esquema;
h) Importante repisar, apesar de ser de conhecimento público, que o Ministério Público Estadual contesta veementemente a constitucionalidade da Lei n. 9.270/09, que trata da Inspeção Veicular no Estado do Rio Grande do Norte, tanto que representou ao Procurador-Geral da República em face de tal vício, tendo sido ajuizada no Supremo Tribunal Federal a competente Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin n° 4.551). A Adin está sob a relatoria da Ministra Carmén Lúcia, em pauta para julgamento;
i) Por fim, é de se reconhecer que é absolutamente compreensível a insatisfação e, mesmo, a revolta, expressadas por pessoas que estão sendo investigadas por fatos tão graves quanto os descortinados com a operação “Sinal Fechado”. É, inclusive, uma reação humana natural e esperada a autodefesa diante da magnitude dos fatos. Todavia, o papel do Ministério Público sempre será regido pelo aspecto técnico, não se deixando envolver partidária e emocionalmente em qualquer caso, nem aceitando desafios pessoais. Afinal, no Estado Democrático de Direito cada instituição deve exercer as suas atribuições, sendo as ações do Ministério Público pautadas dentro da estrita ordem constitucional, da qual jamais se afastará;
j) O Ministério Público do Rio Grande do Norte reafirma o seu total compromisso com a verdade, não havendo qualquer interesse em imputar culpa a pessoas realmente inocentes. Por outro lado, com a mesma serenidade,afirma que jamais deixará de investigar quem quer que seja, inclusive aqueles que, não se sabe por qual motivo, parecem imaginar que estão acima da lei.
Natal/RN, 26 de novembro de 2011.
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE

Wilma emite nota sobre envolvimento de seu nome em escândalo

A ex-governadora Wilma de Faria divulgou, na tarde de sexta-feira, nota em que se pronuncia sobre citação de seu nome no processo que resultou na Operação Sinal Fechado.

Eis a nota:

AO POVO DO RIO GRANDE DO NORTE

MAIS UMA VEZ, SEMPRE DE MÁ FÉ, O MEU NOME É ENVOLVIDO EM NOTICIÁRIO ESCANDALOSO COMO SE PARA JULGAR A HONRA DE ALGUÉM BASTASSE APENAS SUBSTITUIR A VERDADE PELA PIROTECNIA JURÍDICA.

TODA A OPINIÃO PÚBLICA SE RECORDA QUE, ANTES MESMO DA MINHA POSSE PARA O PRIMEIRO GOVERNO, FUI VÍTIMA DE DENÚNCIA ESCABROSA DE POSSUIR UMA CONTA MILIONÁRIA NA SUÍÇA. DENÚNCIA ESTA QUE DESMORALIZEI PERANTE A JUSTIÇA E O POVO.

AO LONGO DOS MEUS DOIS GOVERNOS FUI, VÁRIAS VEZES, ACUSADA INJUSTAMENTE DA PRÁTICA DE CONVIVER COM ILICITUDES, SEM SEQUER SER RÉ EM QUALQUER AÇÃO JUDICIAL QUE APURE CRIMES DE CORRUPÇÃO.

HÁ NOVE MESES OS FATOS ANUNCIADOS NA CHAMADA OPERAÇÃO “SINAL FECHADO” SÃO OBJETO DE INVESTIGAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL QUE, NÃO INCLUIU MEU NOME NA RELAÇÃO DOS ACUSADOS E NÃO PEDIU QUALQUER MEDIDA CONTRA MIM.

A MÁ FÉ SE CARACTERIZOU QUANDO INDAGADO PELA IMPRENSA DURANTE ENTREVISTA COLETIVA, SOBRE AS ACUSAÇÕES OBJETIVAS CONTRA MIM, UM REPRESENTANTE DO MINISTÉRIO PÚBLICO LIMITOU-SE, DE FORMA PRECÁRIA, A DIZER QUE NÃO HÁ PROVAS CONTRA A MINHA PESSOA.

SOU RÉ, SIM, DE UMA MÁ FÉ QUE INSISTE EM TRANSFORMAR EM VERDADE DESEJOS, FRUSTRAÇÕES E MEDOS POLÍTICOS INCONFESSÁVEIS.

NA ELABORAÇÃO DA MENSAGEM CRIANDO A LEI DE N. 7290, EM DEZEMBRO DE 2009, QUE INSTITUIU O SERVIÇO DE INSPEÇÃO VEICULAR NO RIO GRANDE DO NORTE, OS RITOS LEGAIS FORAM, RIGOSROSAMENTE, OBSERVADOS E CUMPRIDOS.

O GABINETE CIVIL DO GOVERNO SUBMETEU A MENSAGEM AOS ÓRGÃOS DE ASSESSORAMENTO JURÍDICO DO ESTADO, PARA, SÓ ENTÃO, ENCAMINHAR AO PODER LEGISLATIVO, ONDE A LEI FOI APROVADA, EM SESSÃO PÚBLICA.

A INSPEÇÃO VEICULAR, PREVISTA NA LEGISLAÇÃO FEDERAL, FOI TAMBÉM COBRADA PELO PRÓPRIO MINISTÉRIO PÚBLICO, PREOCUPADO COM O CONTROLE DA POLUIÇÃO AMBIENTAL.

A LEI QUE SANCIONEI NUNCA FOI QUESTIONADA PELO MINISTÉRIO PÚBLICO OU PELO PODER JUDICIÁRIO.

O ENVOLVIMENTO DO MEU NOME É UM ATO DE ABSOLUTA MÁ FÉ. NÃO SOU RÉ E AS 189 LAUDAS DA PETIÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO MOSTRAM QUE NÃO SOU. NÃO HÁ NA PEÇA ACUSATÓRIA NENHUMA DENÚNCIA QUE EXIJA DE MIM PELO MENOS UMA EXPLICAÇÃO.

NÃO QUERO ACREDITAR QUE A INSISTÊNCIA DA MÁ FÉ TENHA SE TRANSFORMADO EM PRESTAÇÃO DE SERVIÇO POLÍTICO DA PARTE DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM O DEVER DE BEM ACUSAR OS CULPADOS, MAS TAMBÉM DE BEM DEFENDER A VERDADE, PARA NÃO PRÉ-JULGAR INOCENTES, EXPONDO À SANHA DA OPINIÃO PÚBLICA, INTENCIONALMENTE CONFUNDIDA.

DESAFIO QUE PROVEM QUALQUER ENVOLVIMENTO DA MINHA PESSOA NAS DENÚNCIAS DE RECEBIMENTO DE PROPINAS OU DE CONIVÊNCIA COM LOBISTAS.

SEMPRE ESTIVE E CONTINUO À DISPOSIÇÃO DO POVO E DA JUSTIÇA PARA PRESTAR TODOS OS ESCLARECIMENTOS QUE A SOCIEDADE JULGAR NECESSÁRIO.

NADA TEMO. NEM AS MAIS SÓRDIDAS AMEAÇAS. PARTAM DE ONDE PARTIREM. A MINHA HONRA NÃO CONSEGUIRÃO FERIR.

WILMA MARIA DE FARIA

Nível das provas do primeiro dia de vestibular aumentou, dizem professores

Da redação do DIARIODENATAL.COM.BR
O nível das provas do primeiro dia do Vestibular 2012 da UFRN aumentou em relação ao exame do ano passado. A avaliação é dos professores Alexandre Pinto (Química) e Jonas Filho (Biologia). Eles fizeram as provas para sentir a dificuldade e disseram que, em geral, a média de acertos pode diminuir.

Para Alexandre Pinto, a prova de química apresentou duas questões que são passíveis de contestação. “Química apresentou alguns probleminhas. Em duas questões, havia um detalhe que pode causar contestação. Eram problemas no tratamento dos conceitos químicos”, comentou.

O professor disse que as provas do primeiro dia seguiram a mesma matriz exigida pelo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). “O vestibular trouxe provas com o mesmo eixo temático do Enem, com a interdisciplinaridade e contextualizando com questões do cotidiano”.

Alexandre Pinto arriscou dizer que, se tivesse que apontar a prova mais difícil, apostaria em química. “A novidade, que considero positiva, foi uma questão que envolvia conhecimento em filosofia. Era para o aluno apontar a diferença entre lei e hipótese”.

Já a prova de física, segundo o professor, não apresentou grandes dificuldades. “Foi uma prova de nível médio, mas não muito difícil. Havia questões bem homogêneas. Estava bem demarcada, com a parte de mecânica, eletromagnetismo. Não vi nenhum problema de compreensão”, avaliou.

O professor Jonas Filho contou que a prova de biologia se concentrou muito em ecologia, com quatro da 12 questões objetivas. “Isso era esperado, porque ecologia é um assunto importante”, disse, acrescentando que o nível da avaliação foi “médio”.

“Houve duas ou três questões mais capciosas, em que o aluno precisa ter um senso mais apurado para não cair em pegadinha”. Jonas Filho elogiou a prova de matemática. Em sua opinião, as questões estavam “extremamente contextualizadas”. “No geral, o grau de dificuldade superou o do vestibular passado, mas não foi nada assustador”.

Mais de 2,5 mil estudantes faltam no primeiro dia do Vestibular

De acordo com o balanço divulgado pela Comissão Permanente de Vestibular (Comperve), 2.564 candidatos faltaram no primeiro dia do vestibular e estão eliminados do certame. A informação repassada pela presidente da Comperve, Magda Pinheiro equivale a 8,5% de candidatos faltos em relação ao mais de 30 mil inscritos.
 (Júlio Rocha/DN/D.A. Press)

Ainda segundo Magda, o primeiro dia do vestibular está sendo considerado tranqüilo, apenas um registro de ocorrência de eliminação de candidato dentro da salasde aplicação de provas, com material impresso de dicas de cursinho.

Irã ameaça ensinar aos EUA significado de ‘uma verdadeira guerra’

O ministro da Defesa do Irã, Ahmad Vahidi, avisou aos Estados Unidos que seu país está preparado para ensinar “o que significa uma verdadeira guerra”.

“O Irã é muito forte neste momento e está preparado para mostrar aos EUA o que significa uma autêntica guerra, se eles realizarem um ato de loucura”, disse Vahidi perante uma multidão de Voluntários Islâmicos na cidade de Bushehr, informaram a imprensa local.

As frequentes notícias sobre armas e preparação bélica e os desafios às potências “arrogantes”, especialmente EUA e Israel, aumentaram no Irã depois que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) demonstrou sua suspeita que o programa nuclear iraniano tem uma vertente militar.

Vahidi advertiu neste domingo (27) que “os que ameaçam a nação iraniana devem decidir até que ponto estão dispostos a se sacrificar e quantos deles estão dispostos a morrer”.

“Também devem saber por quanto tempo poderiam suportar uma guerra e em que medida iriam tolerar assistir ao afundamento de seus navios de guerra e ter em mente como vão se proteger dos golpes destrutivos e poderosos dos mísseis e foguetes do Irã”, acrescentou.

O ministro advertiu ao Governo dos EUA que não devem crer que tem experiência em guerras, porque no Iraque o regime de Saddam Hussein “se rendeu” e no Afeganistão ocuparam o país porque “não havia ninguém para lutar”, mas agora, “sua situação em ambos países é muito adversa”, com uma resistência crescente.

Além disso, os iranianos advertiram que não duvidarão em recorrer à guerra econômica e que, se forem atacados, podem cortar o Estreito de Ormuz, pelo qual sai um terço do petróleo que se consome no mundo.

Isto poderia criar escassez de petróleo em muitos países, disparar ainda mais os preços e provocar uma hecatombe de consequências imprevisíveis em uma situação de crise que já afeta grande parte do mundo.

(EFE)

OAB só recomenda três cursos no RN

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB Nacional) recomenda apenas três dos 16 cursos de Direito ativos no Rio Grande do Norte: UFRN, Uern Mossoró e Farn. No Estado, 18,75% dos cursos atingiram a nota mínima e conquistaram o selo OAB, que atesta a qualidade de instituições de ensino superior em seus cursos de Direito e Ciências Jurídicas. O percentual, entretanto, é quase três vezes maior que o nacional. Em 2007 - última edição do selo - a OAB só recomendou um curso de Direito no Estado: UFRN.

No país, a OAB Nacional recomenda apenas 90 dos 1.210 cursos de Direito (7,4%). Nenhum deles no Acre e em Mato Grosso. Nestes estados, os cursos ou não atingiram a nota mínima ou estão submetidos a processos de supervisão do Ministério da Educação ou tiveram parecer desfavorável da Comissão Nacional de Educação Jurídica da OAB Nacional. O anúncio foi feito durante a 21ª Conferência Nacional dos Advogados.

Parado em blitz, juiz dá carteirada e prende PM



Após ter seu carro oficial parado por agentes de uma blitz da Lei Seca em Copacabana (zona sul do Rio), o desembargador Cairo Ítalo França David, do Tribunal de Justiça do Estado, deu voz de prisão a um tenente da PM alegando que, por ser uma autoridade, não deveria ser fiscalizado. A informação foi divulgada pelo governo do Estado. O desembargador, da 5ª Câmara Criminal, estava em carro oficial que era conduzido por Tarciso dos Santos Machado. Ao ser parado pelos policiais, o motorista se recusou a estacionar na baia de abordagem e parou o veículo no meio da rua. Além disso, se negou a fazer o teste do bafômetro e a entregar os documentos do carro.

David, então, desceu do veículo e disse aos agentes que não deveria ser fiscalizado por ser uma autoridade e deu voz de prisão para um dos integrantes da operação. O carro do magistrado foi rebocado, e o motorista foi multado por se recusar a fazer o teste e a entregar os documentos.

Os envolvidos foram levados para a 13ª DP, em Ipanema (zona sul), onde o caso foi registrado. Os agentes da Operação Lei Seca também foram à delegacia prestar depoimento como testemunhas. Após ouvir as declarações, o delegado Sandro Caldeira concluiu que não houve abuso de autoridade por parte dos agentes da operação e liberou o policial. (Folha de S.Paulo)

Suplente atrás das grades



Da deputada Fátina Bezerra(PT-RN)recomendando ao senador José Agripino (DEM), cujo suplente, João Faustino foi preso na operação Sinal Fechado, que não se antecipe à Justiça na condenação de agentes públicos acusados de ilícitos.

"Se o preso fosse um aliado do governo Dilma, Agripino estaria esbravejando. Mas, como se trata de seu suplente, clama pela inocência do suspeito." (Renata Lo Prete - Folha de S.P

Com ação de R$ 50 bilhões usineiros assustam governo

Poucos assuntos assustam tanto o governo quanto 299 processos movidos pelo setor sucroalcooleiro. As usinas dizem que a União lhes deve R$ 50 bilhões, o equivalente à arrecadação anual do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Esse crédito teria sido acumulado entre 1985 e 1989, período no qual a União tabelou os preços do açúcar e do álcool. As empresas alegam que os valores fixados então eram menores que seus custos de produção. Em sua defesa, a União afirma que os preços eram definidos levando em conta outros fatores, como os subsídios concedidos ao setor.

Em Brasília, o Tribunal Regional Federal decidiu em favor dos usineiros numa causa de R$ 7 bilhões. A sentença entrou em fase de execução. A Procuradoria-Geral da União tenta sustar o processo, obrigando os empresários a mostrar as notas fiscais que comprovariam seu crédito. Os usineiros não aceitam apresentar os documentos. O caso foi parar nas mãos do ministro Castro Meira, do Superior Tribunal de Justiça.(Felipe Patury - Época)

Justiça autoriza crianças a trabalhar em lixões, fábricas de fertilizantes e obras

Juízes e promotores de Justiça de todo país concederam, entre 2005 e 2010, 33.173 mil autorizações de trabalho para crianças e adolescentes com menos de 16 anos, contrariando o que prevê a Constituição Federal. O número equivale a mais de 15 autorizações judiciais diárias para que meninos e meninas trabalhem nos mais diversos setores: de lixões a atividades artísticas. O texto constitucional proíbe que pessoas com menos de 16 anos sejam contratadas para qualquer trabalho, exceto como aprendiz, a partir de 14 anos. Os dados do ministério foram colhidos na Relação Anual de Informações Sociais (Rais). Eles indicam que, apesar dos bons resultados da economia nacional nas últimas décadas, os despachos judiciais autorizando o trabalho infantil aumentaram vertiginosamente em todos os 26 estados e no Distrito Federal. Maiores índices - Na soma do período, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina foram as unidades da Federação com maior número de autorizações. A Justiça paulista concedeu 11.295 mil autorizações e a mineira, 3.345 mil.

Adolescência modifica cérebro e altera QI

Um estudo divulgado recentemente nos Estados Unidos confirma o que os pais há muito suspeitavam: a adolescência pode acarretar modificações no cérebro. Pesquisadores descobriram que o quociente intelectual (QI) pode aumentar ou baixar entre os 13 e os 18 anos - e a estrutura do cérebro reflete o aumento ou declínio. Os resultados mostram a primeira evidência direta de que a inteligência pode se modificar após os primeiros anos da infância e proporciona esperanças quanto à possibilidade de melhorar a capacidade do cérebro. Embora os pesquisadores ainda discutam o que os testes de QI medem, eles concordam que suas avaliações podem prever a capacidade de aprender e desempenhar determinadas tarefas e, até certo ponto, futuras realizações acadêmicas e o desempenho no trabalho.

Alfabetizados?, mais de 40% dos alunos brasileiros não sabem ler e escrever

No primeiro semestre deste ano, a Prova ABC (Avaliação Brasileira do Final do Ciclo de Alfabetização) realizada pela 1ª vez nas capitais de todo o País por crianças que concluíram o 3º ano do ensino fundamental, apontou que 43,9% não aprenderam o que era esperado em Leitura. Em relação à Escrita, 46,6% não atingiram o esperado. Parceria do Todos Pela Educação com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a prova foi aplicada em escolas públicas e privadas e mostrou que nas particulares nem todos os alunos atingem 100% de aproveitamento. No caso da Leitura, 48,6% dos estudantes da rede pública tiveram o desempenho esperado. Nas particulares, o percentual foi de 79%. Em relação à Escrita, aprenderam o esperado 43,9% dos alunos da rede pública e 86,2% daqueles que estudam na rede privada.

domingo, 20 de novembro de 2011

DN DE HOJE

[POLÊMICA] BELO MONTE

Belo Monte e os artistas

Formou-se uma grande polêmica, desde ontem, a partir de um vídeo publicado no youtube com depoimentos de artistas globais declarando-se contrários à construção da usina hidroelétrica de Belo Monte.

Sábado tranquilo para o Lupi?

Sábado tranquilo para o governo?

O caso Lupi refluiu na imprensa. Nenhum jornal, nem a temida Veja, nem mesmo a Istoé, trouxeram novos escândalos, ou sequer citaram os antigos com manchetes ou matérias escandalosas.

Crianças negras atrasadas na escola são o dobro das brancas

O percentual de crianças negras de 7 a 14 anos que estão mais de dois anos de atrasadas na escola é o dobro do registrado entre as brancas. Enquanto 16,7% dos alunos negros estão nessa situação, entre os brancos, o índice é apenas 8%. Os dados compilados pelo Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets) são referentes a 2009 e reforçam a tese de que as desigualdades entre negros e brancos se repetem no ambiente escolar.

O fator socioeconômico geralmente é o mais usado para justificar o “atraso” escolar dos estudantes negros em relação aos brancos. Isso porque a condição social do aluno tem grande impacto na aprendizagem e a maioria da população de baixa renda do país é negra. Mesmo quando são considerados alunos de um mesmo nível econômico, os não negros têm desempenho superior aos negros.

É o que aponta um levantamento feito pelo economista Ernesto Faria, do Portal Estudando Educação. Comparando as notas de matemática e português da Prova Brasil de 2007, alunos de uma mesma faixa de renda e cor da pele diferentes também têm notas desiguais. Entre os 25% de estudantes mais pobres do 5° ano do ensino fundamental, a nota dos brancos é, em média, 8 pontos superior nas duas disciplinas. Entre os 25% mais ricos, a distância é ainda maior: os alunos brancos atingem 24 pontos a mais em português e 25 a mais em matemática.

Para André Lázaro, especialista na temática de diversidade em educação, uma das explicações para esse resultado é que, em geral, os alunos negros frequentam escolas com pior infraestrutura em comparação aos não negros. Essa situação foi revelada pelo Relatório das Desigualdades Raciais, lançado este ano pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em todas as etapas de ensino, os negros enfrentam piores condições que os brancos.

Enquanto 9,6% dos alunos brancos do 9° ano do ensino fundamental frequentam escolas com nenhuma adequação, entre os negros, o índice é de 12,9%. Já no 5° ano, 27,9% dos brancos frequentam escolas com estrutura exemplar – entre os negros, o patamar é de 22%.

“Além da questão estrutural das escolas, não tenho dúvida de que a dimensão cultural é fortemente explicativa do resultado escolar. O racismo tem um impacto muito forte na educação. Os modelos e exemplos educacionais dos livros didáticos, por exemplo, ignoram a dimensão da cultura negra e com isso você tem uma escola em que o negro não se vê”, destaca Lázaro, que foi secretário de Diversidade do Ministério da Educação (MEC) e hoje é consultor da Organização dos Estados Ibero Americanos (OEI).

Um dos autores do Relatório das Desigualdades, o professor Marcelo Paixão avalia que a discriminação existente no ambiente escolar acaba por agravar as diferenças entre negros e brancos. “O espaço escolar deveria ser de formação de cidadania – quando isso não é feito de maneira crítica ele se torna um instrumento de perpetuação das assimetrias”, diz.

Para a diretora de Educação no Campo e Diversidade do MEC, Vanessa Faria, tais resultados são reflexo da própria dificuldade da sociedade em reconhecer que existe racismo no país – situação que se repete no ambiente escolar. Em questionário aplicado em 2007 aos estudantes que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), menos de 3% se consideravam racistas, mas 60% disseram já ter presenciado uma situação de discriminação pela cor da pele e 30% afirmaram ter parentes racistas.

“A escola reflete o que acontece na sociedade. Por anos acreditou-se no Brasil que não existia o racismo, e fica difícil superar um problema quando ele é negado”, ressalta Vanessa. Para ela, a diferença de escolarização entre negros e brancos tem diminuído nos últimos anos, e a escola está mais aberta para o debate. “Nunca se falou tanto na questão da igualdade racial, mas este é um processo em construção. Os anos de estudo da população negra crescem em ritmo maior do que entre os brancos”, afirmou.

(Agência Brasil)

Resolução do Conselho preocupa pais e educadores

Uma recomendação do Conselho Nacional de Educação (CNE) está provocando incômodo entre pais e educadores. Para a matrícula no período letivo de 2012, a indicação é de que as escolas aceitem, para o 1º ano do ensino fundamental, apenas matrículas de crianças com seis anos completos até o início do ano letivo. A data limite é 31 de março. Caso seja seguida a indicação, várias crianças que fazem aniversário depois da data devem repetir a série.

É o caso da aluna Júlia Lima, que completa 6 anos em abril. Este ano, a menina cursa o Infantil 5 e se destacou na Escola Municipal de Ensino Fundamental Francisco Melo Jaborandi, no bairro São Cristóvão. Esperta, a garotinha já conhece palavras. “Essa história vai é desestimular a menina. Porque ela não vai mais ter contato com as amiguinhas e ver tudo que já viu de novo?”, questiona a mãe, Juliana Ferreira de Lima.

A indicação não é uma obrigatoriedade. Cada escola deve discutir, com os pais, se os alunos mostram ou não um desenvolvimento cognitivo para acompanhar o 1º ano. Ainda assim, de acordo com a secretária da Educação Básica, do Ministério da Educação (MEC), Maria do Pilar Lacerda, é preciso levar em consideração que as diferenças de aprendizado nos primeiros anos de vida, entre 5 e 6 anos, são determinantes.

“Duas crianças que nasceram no mesmo ano, mas uma em janeiro e outra em dezembro, são completamente diferentes”, informa a secretária. Segundo ela, não é papel do CNE impedir e determinar matrículas abaixo da idade. “Cabe ao Conselho orientar”, informa. A indicação é válida para todas as escolas, sejam públicas ou privadas.

A alfabetização precoce, segundo Pilar, pode ser prejudicial. Cada criança tem um ritmo diferente e, de acordo com a secretária, o aprendizado da leitura e da escrita demanda uma série de atividades. “Tornar as crianças mais novas companheiras de crianças mais velhas podem atrapalhar, inclusive, a autoestima”, explica.

De acordo com o presidente do Conselho Estadual de Educação, Edgar Linhares, o nível de aprendizagem da criança não pode ser determinado por uma regra única. “Até porque existem crianças que têm a primeira infância (até os seis anos) muito bem vivida e estimulada, principalmente aquelas que nasceram em uma família com muitos filhos. Esses meninos e meninas tendem a se desenvolver mais depressa, a interatividade e a capacidade de aprender aumentam”, informa.

O conselheiro atribui à recomendação como uma inadequação. “A lei já determina que deve-se verificar cada situação de cada criança”, informa. De acordo com Linhares, não deve ter a “menor graça ter aulas de assuntos em que a criança já domine”.

(O POVO)

Blog do Prof. Ozamir Lima - Designer: Segundo Freitas