segunda-feira, 29 de setembro de 2008

COLÍRIO

Grazzi Massafera, protagonista do folhetim global,"Negócio da China", que estréia no próximo dia 6 de outubro.

Fies recebe inscrições a partir desta segunda

O Fies (Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior) abre nesta segunda-feira (29), às 10h, as incrições para os interessados em obter cobertura das mensalidades de cursos universitários particulares. O prazo vai até 19 de outubro.

Para candidatar-se ao processo seletivo é preciso preencher a ficha de inscrição disponível no site da Caixa e imprimir o protocolo preenchido para entregá-lo na instituição de ensino em que o aluno pretende estudar.

Antes de preencher o formulário de inscrição é necessário fazer a simulação da evolução do financiamento e verificar o valor do saldo devedor e das prestações que serão cobradas.

O estudante só poderá se inscrever se a sua instituição de ensino estiver cadastrada no Fies e se ele estiver regularmente matriculado em curso de graduação. Para saber se a instituição é cadastrada, consulte o site do Fies.

A divulgação da relação dos inscritos acontecerá em 20 de outubro e o resultado sairá em 3 de novembro.


Financiamento

O Fies cobrirá a integralidade dos encargos educacionais assumidos pelos estudantes bolsistas, ou seja, a parcela não coberta pela bolsa, nos seguintes casos:

Bolsistas parciais de 50% do ProUni;
Beneficiários de bolsas complementares matriculados em cursos prioritários. São considerados cursos prioritários os cursos de licenciaturas em química, física, matemática, biologia, engenharia, medicina, geologia, cursos de tecnologia constantes do Catálogo Nacional de Cursos Superiores em Tecnologia;
Beneficiários de bolsas complementares matriculados em cursos que tenham obtido conceito cinco ou quatro na última edição do ENADE.

Para os bolsistas beneficiários de bolsas complementares matriculados em cursos que tenham obtido conceito três na última edição do ENADE o FIES cobrirá a metade dos encargos educacionais totais.

Para os estudantes não bolsistas, matriculados em cursos considerados prioritários, o Fundo cobrirá 75% dos encargos educacionais cobrados e metade dos encargos para os estudantes regularmente matriculados nos demais cursos.

Para alunos matriculados em cursos sem conceito, avaliados pelo ENADE, o FIES financia até metade dos encargos educacionais.

Para estudantes matriculados em cursos que tenham obtido conceito inferior a três no ENADE é vedada a concessão do financiamento do FIES.

No caso de cursos novos, sem conceito do ENADE, o FIES financia até metade dos encargos educacionais para os estudantes matriculados.

Outras informações podem ser obtidas no site do Fies.

NOTÍCIAS QUE NÃO VAMOS LER NUNCA

Alstom. Serra. Metrô de São Paulo.
O que aconteceu na emenda da reeleição do FH.
A versão do Jornal Nacional sobre o debate Collor e Lula.
Os podres de Aécio.
Quem matou PC Farias.
A barriga dos jornais sobre o avião caindo em São Paulo.
Porque o assassino da Dorothy Stang livrou a cara do mandante do crime.

Se dá pra um dá pra todo o mundo


VÍTIMAS DO CIGARRO

Todos os dias, ao menos sete brasileiros que nunca fumaram na vida morrem por doenças decorrentes da exposição à fumaça do tabaco. Por ano, são 2.655 mortos. Os dados constam no estudo "Mortalidade Atribuível ao Tabagismo Passivo na População Urbana do Brasil", realizado por pesquisadores do Inca (Instituto Nacional de Câncer) e do Iesc/UFRJ (Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Os números preocupam a pesquisadora Valeska Figueiredo, da Coordenação de Prevenção e Vigilância do Inca. "São mortes que poderiam ser facilmente evitadas. Isso mostra a necessidade de termos uma legislação mais rígida em relação ao cigarro", afirma.

O PONTO G

Os americanos inventaram uma injeção de colágeno --o mesmo usado para preenchimento de rugas-- que promete ampliar o ponto G e melhorar a performance sexual das mulheres,
A injeção, chamada "G-Shot", já está sendo oferecida por cirurgiões plásticos e ginecologistas brasileiros, mesmo sem nenhuma comprovação científica da eficácia ou da segurança.
Nos EUA, no termo de consentimento que as pacientes assinam antes da injeção, há uma lista com 68 possíveis complicações associadas ao procedimento --entre elas, infecção, perda da sensibilidade e retenção urinária.

A promessa é que o produto aumente o ponto G, tornando a área mais sensível durante a penetração do pênis, o que possibilitaria orgasmos mais intensos. O procedimento é feito no consultório médico, com anestesia local, e custa R$ 2.500 a sessão.
Fonte - Folha

CHARGE DO DIA


O que vale a pena ler nos jornais de hoje

FOLHA DE SÃO PAULO

• Concessões de 184 emissoras de rádio e TV estão vencidas

• Ministério diz que age com amparo legal

• Pivô de confrontos, Kassab polariza com Alckmin e com Marta em debate

• TRE é palco de “guerra” entre PT e DEM

• Menor capital do país tem voto mais caro

• Candidato é investigado por aliciar trabalhadores escravos

• Grupo armado tenta impedir venda de jornal

• “Querem minar imagem que a PF tem”, diz diretor-geral (Entrevista com Luiz Fernando Corrêa)

• “O aparato policial do Estado hoje está fora do controle” (Entrevista com o ministro do STF, Gilmar Mendes)



ESTADÃO

• Alckmin e Kassab polarizam debate por 2º turno com Marta


• PSDB decide fechar apoio a Gilberto Kassab no segundo turno

• 63% dos eleitores não sabem em quem votar para vereador em SP

• ACM volta a cair e disputa segue acirrada em Salvador–Datafolha

• Em Fortaleza, pesquisa aponta indefinição sobre 2o turno

• Manuela cai e cresce disputa pelo segundo lugar em Porto Alegre


AGÊNCIA BRASIL

• Prejuízo da Previ não contaminará desempenho dos fundos de pensão, avalia entidade

• Índios Guarani Kaiowá cobram agilidade na demarcação de terras

• Nordeste é a região com mais crianças na pré-escola, indica IBGE

• Prefeitos têm 30 dias para aderir ao programa Saúde na Escola


DIÁRIO DE PERNAMBUCO

• Cartada final para atrair o seu voto

• “Quem tem telhado de vidro não discute ética”

• Cadoca intensifica campanha

• Raul Henry: “Vou para o 2º turno”

• Hemobrás só no papel

• Prefeito pode ter registro cassado

Para que servem pesquisas encomendadas por candidatos

Deu muita discussão, ontem, aqui a reportagem da Folha de S. Paulo sobre duas empresas de pesquisas contratadas para trabalhar na campanha de Gilberto Kassab, candidato do DEM a prefeito de São Paulo.

A reportagem dizia que os pesquisadores davam um porta-retrato de presente a quem topasse ser entrevistado. E que um deles induzira um dos entrevistados a dizer que aprovava a administração de Kassab. Sugeria, por fim, que oferecer brindes a entrevistados poderia configurar crime.

Escrevi que não - não é crime. Esse tipo de pesquisa, chamada de qualitativa, serve para orientar a campanha de um candidato. Não é para ser publicada. E se um pesquisador induz entrevistados a dizerem o que ele quer ouvir está prestando um péssimo serviço ao seu cliente - no caso, o candidato.

Poderia ter dito outras coisas que só agora me ocorrem. Por exemplo: o candidato quer saber se ataques que sofre estão diminuindo suas chances de se eleger. Então ele encomenda uma pesquisa com um grupo de eleitores seus. E outra com um grupo de eleitores indecisos.

O candidato está em dúvida quanto à utilização de uma determinada peça de campanha - digamos um vídeo onde ridiculariza um dos seus adversários. Ao invés de levá-lo ao ar com base na intuição, manda testar o vídeo com grupos de eleitores - seus, dos outros e indecisos.

Em campanhas com muito dinheiro, os candidatos testam tudo, tudo mesmo antes de usar. Testam slogans, jingles e propostas de governo. Nada fazem de relevante, não dão um piu, sem a ajuda de pesquisas. As qualitativas não estão interessadas em apurar percentuais.

O objetivo delas é extrair dos eleitores o que se passa lá no fundo do seu coração. São pesquisas que demoraram horas para ser aplicadas junto a pequenos grupos de eleitores reunidos numa sala fechada e tratados a pão-de-ló. Dá-se o brinde em troca do tempo deles - não do voto.

Brasileiro perde 13 anos com doença

deu em o estado de s.paulo

A expectativa de vida no Brasil passou de 69,3 para 72,7 anos em uma década, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Um terço dos homens e um quinto das mulheres nascidos entre 2000 e 2005, porém, não chegarão nem aos 65 anos. E, para piorar, o tempo de vida saudável dos brasileiros após os 60 anos é bem inferior ao de países desenvolvidos. Leia mais em:Brasileiro perde 13 anos com doença.

[Jornais] As manchetes do dia

O Globo
Congresso anuncia acordo e vota pacote hoje nos EUA

Estado de Minas
Casa Branca e Congresso chamam a cavalaria

Diário do Nordeste
Violência marca as eleições no interior

Correio da Bahia
Promoção de juiz é suspensa pelo CNJ

Zero Hora
Votação do socorro mantém mercados em alta ansiedade

Folha de Pernambuco
Renildo cresce 13,9% e lidera em Olinda

Diario de Pernambuco
Uma morte e cinco vidas perdidas

Jornal do Commercio
Professora morta em tentativa de assalto

Jornal do Brasil
Pressão acelera acordo nos EUA

domingo, 28 de setembro de 2008

BELEZA


"Campanha eleitoral acumula 20 candidatos assassinados no país

LEIO NO BLOG DO MURILO:

Com a morte do candidato a vereador por Nova Iguaçu (RJ) Antônio Carlos Souza Silva, que foi executado na tarde desta quinta-feira (25), pelo menos, 20 candidatos já foram assassinados em cidades brasileiras durante a campanha eleitoral.
No estado do Rio de Janeiro, foram registrados pelo menos mais dois casos. Orney dos Santos Pereira (PP), que era candidato a vereador em Magé, foi assassinado em julho. No dia 3 de setembro, foi morto o candidato a vereador em Mesquita Gilson Gonçalves de Carvalho (PSDB).
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não tem uma lista oficial de quantos candidatos foram assassinados no país. O TSE contabiliza apenas o número de candidatos que já morreram (até o dia 1º de setembro, eram 89), mas sem especificar o motivo da morte."

O VOTO DOS INDECISOS

Faltando apenas uma semana para o dia das eleições candidatos correm atrás dos chamados indecisos. Quantos serão eles, especialmente em uma cidade chamada Apodi?

As voltas que a eleição dá

DEU NO JORNAL DO BRASIL
Favoritos, às vezes, se desmancham na reta da chegada. A história está cheia de exemplos

De Raphael Bruno:

A uma semana do primeiro turno, as pesquisas se tornam um dos principais elementos das campanhas eleitorais por todo o pais. Militantes, partidos, candidatos e eleitores aguardam ansiosamente a próxima divulgação dos números que podem alterar, radicalmente, estratégias inteiras. Nas últimas eleições, contudo, as pesquisas de intenção de voto não têm se mostrado um espelho fiel do resultado final das urnas. Casos e mais casos de surpresas e reviravoltas de última hora se multiplicam desde 2004.

Em algumas capitais, para comemoração de uns candidatos e desespero de outros, a diferença entre o que a última pesquisa Ibope realizada antes das eleições municipais de 2004 e os votos computados pela urna eletrônicas chega a ser gritante. Em Boa Vista, por exemplo, Mauro Nazif (PSB) liderava, a poucos dias do pleito, com 45% das preferências do eleitorado. Nas urnas, não passou dos 30%. O adversário mais próximo nas pesquisas, Roberto Sobrinho (PT), alcançava 20%. No dia 3 de outubro de 2004, ganhou 32% dos votos válidos. De quebra, ainda faturou o segundo turno.

Em outras capitais, a divergência entre o que apontavam as pesquisas e o resultado final redesenhou totalmente a disputa política. Em Maceió, o Ibope dava que o adversário de Cícero Almeida, hoje no PP, na época no PDT, no segundo turno, seria o peemedebista José Wanderley, que tinha 23% das intenções de voto. Wanderley saiu das urnas com 19%, enquanto Alberto Sextafeira (PSB) seguiu para enfrentar Cícero no segundo turno, saindo dos 20% que as pesquisas lhes davam para 26% na contagem da urna.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Estado chama 559 professores mas não completa seu quadro

Na tentativa de resolver o problema de falta de professores na rede estadual de ensino do Rio Grande do Norte, a Secretaria Estadual de Educação e Cultura (Seec) está convocando 559 aprovados no concurso realizado em novembro de 2005. A publicação dos nomes vai ser feita amanhã no Diário Oficial do Estado. Apesar da coordenação de recursos humanos da Seec considerar o número positivo, o representante do Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinte-RN), Domingos Sávio de Oliveira, discorda. "Atualmente, temos mais de dois mil estagiários ocupando vagas dos professores, quando o correto seria profissionais concursados ou substitutos temporários. Para melhorar a insuficiência de educadores nas escolas, seria necessário convocar, no mínimo, mais mil", observa. A categoria também reivindica um reajuste de 39% para repor perdas salariais e a implantação ainda em 2008 do piso salarial nacional, cujo objetivo é valorizar o quadro de educadores norte-rio-grandense. Os convocados vão atender a 101 municípios do RN, em diversas disciplinas. "Só não vão ser atendidas as cidades que não tiveram aprovados. Isso aconteceu principalmente nas disciplinas de Química, Física e Inglês. Mesmo assim, esta convocação vai melhorar muito o déficit de profissionais no Estado", declara o coordenador de R.H da Seec, Pedro Guedes. Ele informa ainda que assim que os titulares chegarem aos cargos - o que deve ocorrer por volta de 30 dias -, os estagiários serão desligados da função. Recentemente, O JORNAL DE HOJE divulgou que esses substitutos estavam sem receber salário há três meses. Com relação ao pagamento, Guedes garante que 93% dos estagiários já estão com a pendência solucionada. No último dia 15 de agosto, 44 professores também foram convocados. Somando-se a estes, a secretaria encaminha às salas de aula 603 professores. O secretário estadual de educação, Ruy Pereira, afirma que a continua atento às situações dos municípios e destaca o empenho do governo para melhorias em todas as áreas da educação. "Queremos abrir o ano de 2009 com professores e estagiários em todas as escolas do Estado", diz. Outra promessa é que, no mês que vem, será implantada uma equipe institucional de supervisão administrativo pedagógica, com o propósito de monitorar e acompanhar metas estabelecidas pelo Plano de Desenvolvimento da Educação.
Fonte:Hoje

Violência vem da pobreza

A pesquisa do IBGE mostrando que 46% dos jovens brasileiros vivem na pobreza, dá pista para explicar porque tanta violência entre os jovens brasileiros. Segundo a pesquisa, enquanto 30% dos brasileiros são considerados pobres (pessoas que vivem com rendimento mensal familiar de até 1/2 salário mínimo “per capita”), entre as pessoas de 0 a 17 anos este percentual é de 46%. Os jovens que vivem com rendimento mensal familiar de mais de 5 salários mínimos são apenas 1,7%. O Nordeste continua na lanterna, com os maiores índices de pobreza, com os jovens: 68,1% são considerados pobres - destes, 36,9% vivem apenas com 1/4 de salário mínimo de rendimento mensal familiar. Sem opção de emprego, o jovem é atraído pelo mundo do crime.

domingo, 21 de setembro de 2008

Representantes do executivo não comparecem em debate

Por Jotta Paiva

Os representantes do poder Executivo municipal, responsáveis pela comissão de negociação do Plano de Cargo, Carreira e Remuneração (PPCR) do município, não compareceram a audiência pública acontecida na manhã de sexta-feira, na Câmara Municipal, para tratar sobre o tema. A discussão foi realizada pelos vereadores, representantes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (SINTRAMPA) e servidores.
O Executivo enviou ofício pedindo que a sessão se repita na segunda-feira, 22. Como a data está próxima, os representantes sindicais decidiram acatar, porém já alertam que a partir de segunda irá mobilizar os funcionários para entrar na Justiça contra a prefeitura pelo não cumprimento da lei que regulamentou o PCCR.
Segundo o professor José Evilázaro de Morais, com uma ação coletiva ficará fácil para a Justiça determinar que o prefeito cumpra o projeto de lei. “O PCCR é lei, foi publicado e sancionado, mas não está sendo cumprido”, disse o professor, alertando ainda que o prefeito ficou de depositar o dinheiro numa conta jurídica e assinar o termo de liberação.
“O prefeito disse que tem o dinheiro, só não paga devido a Lei de Responsabilidade Fiscal. Ele está descumprindo a lei duas vezes: primeiro por não depositar o dinheiro, segundo por não assinar o documento que aprova o PCCR”, complementa.
O presidente do Sintrapma, professor João Bosco Gomes, acredita que a única saída será a Justiça. “Estamos sendo pacientes. Vamos esperar novamente até segunda-feira, mas estamos sendo pressionados a tomar outra medida e, se não avançarmos, seremos obrigados a procurar defesa na Justiça”, disse o professor.

Protesto


No último dia 16, os servidores públicos da Saúde e Educação voltaram a ocupar o Palácio Francisco Pinto para pressionar audiência com o prefeito José Pinheiro Bezerra, a fim de chegarem a um entendimento quando a aprovação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração das categorias.
O chefe do Executivo ainda recebeu uma comissão em seu gabinete, porém, incomodado com a quantidade de pessoas que estavam no local, mandou chamar a polícia para intimidar os profissionais. Sem sucesso, o prefeito aproveitou a escolta da polícia para deixar o lugar.

sábado, 20 de setembro de 2008

BELO


Candidato fashion



Apoiar Barack Obama agora, veja só, é fashion - até para marcas brasileiras. A Cavalera começa a vender esta semana em suas lojas a camiseta com a foto do candidato democrata à presidência dos EUA (acima).
Mas tem também tênis com a cara do homem.

Paracetamol pode agravar risco de asma em crianças

Bebês que consomem o analgésico paracetamol podem ter mais risco de sofrer de asma e eczema quando tiverem 6 ou 7 anos, segundo um abrangente estudo feito em 31 países.

Esse é um dos três estudos sobre a asma publicados na nova edição da revista médica "Lancet". Os outros dois dizem que chiados e coriza podem sinalizar predisposição dos bebês à asma.

No primeiro estudo, os médicos examinaram dados fornecidos pelos pais de mais de 205 mil crianças, e concluíram que o uso do paracetamol está associado a um risco 46 por cento maior de desenvolver a doença quando a criança chegar aos 6 ou 7 anos, em comparação a quem não consumiu o medicamento.

Em caso de dosagens mais elevadas (mais de uma vez por mês), o risco de asma nos anos posteriores poderia até triplicar. O paracetamol (vendido no Brasil sob a marca Tylenol, entre outras) é usado no combate a febres e dores. Em crianças, é administrado na forma de suspensão. Empiricamente, os médicos já suspeitavam nos últimos anos que houvesse uma associação dessa droga com a asma.
Teoricamente, o paracetamol reduz os antioxidantes do organismo. Alguns especialistas dizem que os antioxidantes impedem que radicais livres (moléculas instáveis) façam danos ao organismo, provocando doenças como o câncer

Revistas Semanais


A capa das principais revistas semanais brasileiras em suas edições mais recentes,tem como principal assunto, a crise econômica americana que derrubou as bolsas de todo o mundo e exigiu a intervenção severa do governo.A crise é explicada em diferentes pontos-de-vista.

Slogans bizarros de candidatos

Alguns slogans de candidatos que são de matar, de rir ou de chorar.
Alguns dos piores:

Na eleição passada o pior foi de um candidato anão, a deputado por Minas Gerais, que dizia: “Dos males o menor”.

Nesta eleição, os piores que encontrei até agora são:

Em Descalvado (AL), uma candidata de apelido Dinha tem como slogan: Tudo Pela Dinha.”

Guilherme Bouças, candidato a vereador, com o slogan: “Chega de malas, vote em Bouças.”

Em Hidrolândia (GO), um candidato chamado Pé pede assim: “Não vote sentado, vote em Pé”

O candidato a prefeito de Aracati (CE) tem o slogan: “Com a minha fé e as fezes de vocês, vou ganhar a eleição.”

O candidato chamado Defunto, de Mogi das Cruzes (SP): “Vote em Defunto, porque político bom é político morto!”

Crise financeira nos EUA leva décimo segundo banco à falência

Reguladores fecharam ontem o Ameribank, que se tornou a 12a falência de banco neste ano, no momento em que uma economia cambaleante e a queda dos preços domésticos pesaram sobre as instituições financeiros. A Agência Federal de Garantias e Depósitos Bancários (FDIC, na sigla em inglês) disse que o banco, com sede em Northfork, no Estado da Virgínia Ocidental, tinha 115 milhões de dólares em ativos e 102 milhões de dólares em depósitos em 30 de junho. A falência deve custar ao fundo que segura os depósitos dos EUA cerca de 42 milhões de dólares.

Candidatos não podem ser presos a partir de hoje

O Código Eleitoral determina que a partir do dia 20 de setembro (hoje), quando faltam15 dias para as eleições municipais deste ano, nenhum candidato a prefeito, vice-prefeito ou a vereador pode ser detido nem preso, salvo em caso de flagrante delito.

Já no período entre 30 de setembro e 7 de outubro, a garantia se estende aos eleitores. Desde cinco dias antes até 48 horas depois do pleito, nenhum eleitor poderá ser detido nem preso, com exceção dos casos de flagrante delito, sentença criminal condenatória por crime inafiançável ou desrespeito a salvo-conduto.

Este salvo-conduto está previsto no artigo 235 do próprio código. O juiz eleitoral ou até o presidente da mesa receptora de votos pode expedir a salvaguarda em favor de eleitor que sofrer qualquer tipo de violência na sua liberdade de votar, ou pelo fato de já haver votado. Quem desrespeitar essa garantia pode ser preso por até cinco dias.

As eleições municipais estão marcadas para o dia 5 de outubro. Este ano estão em disputa os cargos de prefeito e vice-prefeito em 5.563 municípios brasileiros, e mais de 52 mil cadeiras de vereador. Levantamento preliminar do Tribunal Superior Eleitoral revela que 380 mil candidatos se registraram, para os três cargos. Neste pleito não votam os eleitores com domicílio eleitoral no Distrito Federal - onde não há eleição este ano, e no exterior.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

O amor não acaba, nós é que mudamos......

o amor não acaba, nós é que mudamos......

Eliane Balvedi Medeiros

Um homem e uma mulher vivem uma intensa relação de amor, e depois de alguns anos se separam, cada um vai em busca do próprio caminho, saem do raio de visão um do outro. Que fim levou aquele sentimento? O amor realmente acaba?

O que acaba são algumas de nossas expectativas e desejos, que são substituídos por outros no decorrer da vida. As pessoas não mudam na sua essência, mas mudam muito de sonhos, mudam de pontos de vista e de necessidades, principalmente de necessidades.

O amor costuma ser amoldado à nossa carência de envolvimento afetivo, porém essa carência não é estática, ela se modifica à medida que vamos tendo novas experiências, à medida que vamos aprendendo com as dores, com os remorsos e com nossos erros todos. O amor se mantém o mesmo apenas para aqueles que se mantém os mesmos.
Se nada muda dentro de você, o amor que você sente, ou que você sofre, também não muda. Amores eternos só existem para dois grupos de pessoas.

O primeiro é formado por aqueles que se recusam a experimentar a vida, para aqueles que não querem investigar mais nada sobre si mesmo, estão contentes com o que estabeleceram como verdade numa determinada época e seguem com esta verdade até os 120 anos.

O outro grupo é o dos sortudos: aqueles que amam alguém, e mesmo tendo evoluído com o tempo, descobrem que o parceiro também evoluiu, e essa evolução se deu com a mesma intensidade e seguiu na mesma direção. Sendo assim, conseguem renovar o amor, pois a renovação particular de cada um foi tão parecida que não gerou conflito.

O amor não acaba. O amor apenas sai do centro das nossas atenções. O tempo desenvolve nossas defesas, nos oferece outras possibilidades e a gente avança porque é da natureza humana avançar. Não é o sentimento que se esgota, somos nós que ficamos esgotados de sofrer, ou esgotados de esperar, ou esgotados da mesmice.

Carol Castro apresentará peça no Teatro da UFPE

Se não gostar, não coloca defeito, tá?
A bela Carol Castro vai aportar em Recife no começo de outubro. A moça vai apresentar sua peça Dona Flor e seus Dois Maridos no Teatro da UFPE.
Em um dos trechos da peça apresentada no Rio de Janeiro, a atriz, capa da Playboy do mês passado, fica peladona.

Bolívia - O risco de uma guerra civil

Para oferecer uma análise do que ocorre hoje em Bolívia é necessário saber a posição do analista. Assim, fundamento algumas considerações. Primeiro, reconheço a legitimidade do governo Evo Morales, eleito com 53% dos votos e que no referendo de agosto de 2008 recebeu a confirmação de 67% do eleitorado. Também vejo o ex-dirigente cocalero representando um setor mais aberto ao diálogo do que outras forças sociais e indígenas.

Segundo, compreendo que qualquer país tem o direito ao uso soberano de seu subsolo e riquezas naturais. Quando o governo de La Paz aponta a redistribuição impositiva com a taxação do gás está fazendo sua obrigação. O financiamento de programas sociais de um Estado deve se dar por meio de suas próprias riquezas e não de mais endividamento.

Terceiro, entendo a reclamação de "autonomia" por parte dos departamentos "cívicos" como uma base de discurso quase separatista e isso nenhum governo nacional pode tolerar. Na Bolívia o que se vê hoje é o aprofundamento das Guerras da Água (2000) e do Gás (2003), e das resposta da oligarquia frente à Assembléia Nacional Constituinte.

A situação pode se aproximar de um desfecho através de rodadas de negociações entre o governo eleito e o Conselho Nacional Democrático (Conalde). Morales se vê diante de uma encruzilhada. Pode usar das atribuições constitucionais e ordenar a repressão aos prefectos de Pando, Santa Cruz, Tarija e Beni.

Sobre tal decisão paira a dúvida do governo boliviano quanto ao grau de lealdade de suas forças armadas e policias. As coisas aceleraram após o massacre no departamento de Pando, onde pelo menos 30 pessoas foram assassinadas e mais de 106 desaparecidos, elevando a crise política à condição de uma possível guerra civil.

São dezenas de entidades e movimentos que estão à esquerda de Morales e do MAS. Todas têm matriz indígena ainda mais forte e não estão dispostas a negociar os direitos adquiridos e nem as novas formas de exercício da democracia. Ou seja: o governo que se viu forçado a abrir diálogo com uma oposição derrotada nas urnas corre o risco da rebelião popular, encabeçada também por uma parte de seus próprios eleitores.

Bruno Lima Rocha é cientista político

Para refletir

“Se eu pudesse deixar algum presente a você, deixaria aceso o sentimento de amar a vida.
A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora.
Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem.
Daria a capacidade de escolher novos rumos, novos caminhos.
Deixaria, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável.
Além do pão, o trabalho.
Além do trabalho, a ação.
Além da ação o cultivo à amizade.
E, quando tudo mais faltasse, deixaria um segredo:
O de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída”.

Gandhi

Salvemos a escola pública

Escrito por Frei Betto
10-Ago-2007


Antes de ingressar na faculdade, em 1964, estudei oito anos em escola pública. Como ocorre agora com as universidades, em geral elas superavam em qualidade os colégios particulares. Além da inigualável vantagem de serem gratuitas.

Hoje, nossas escolas públicas de ensino básico estão sucateadas. Foram deterioradas pela má administração pública, a corrupção, o descaso para com alunos e professores. Há, no Brasil, 55 mil escolas públicas. Segundo a OCDE, apenas 0,2%, ou seja, 160 alcançam um índice de desempenho considerado médio.

Adotam-se no Brasil, para classificar nossas escolas de ensino básico, o Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), feito por amostragem, e o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), que dá nota de 0 a 10 às instituições de ensino, tendo por critério o desempenho dos alunos na Prova Brasil, exame aplicado a todos os alunos de 4ª. e 8ª. séries.

Em todo o país, apenas 160 escolas mereceram nota 6 ou acima. Nas séries iniciais do ensino fundamental nossa nota é 3,8. Os cursos de 5a a 8a séries ganharam nota 3,5. No ensino médio, 3,4. A meta do MEC, estimulado pela campanha “Compromisso Todos pela Educação”, é que a maioria de nossas escolas atinja a nota 6 em 2021. O Ideb atual da Holanda é 7; do Reino Unido, 6,5. Há no Brasil colégios, raros, que receberam nota 8,5, como a Escola Professora Guiomar Gonçalves Neves, em Trajano de Morais (RJ). É a de melhor qualidade no país.

Será que daqui a 15 anos – véspera do bicentenário da independência do Brasil – alcançaremos a meta almejada? No estado do Rio, 20 mil crianças não freqüentam salas de aula por falta de professores. O índice nacional de reprovação é 11,9%. A distorção idade/série é 17,3%.

O que faz uma boa escola? Muitos fatores, entre os quais disciplina, ou seja, não tolerar atrasos de alunos; contar com professores efetivos e qualificados (mestrado, doutorado ou especialização) trabalhando em tempo integral; remunerar dignamente o corpo docente; aumentar a permanência do aluno na escola; contar com oficinas de música, teatro e artes plásticas; laboratórios de idiomas, ciências e informática; grêmio estudantil; salas de leitura e vídeo etc.

O MEC promete que o governo haverá de liberar, ainda este ano, R$ 30 milhões para as escolas urbanas, e R$ 66 milhões para as rurais. As 5 mil escolas com piores índices no Ideb terão direito, cada uma, a módicos R$ 6 mil para investirem em infra-estrutura, material pedagógico e apoio metodológico. Através de sistema de educação à distância – a Universidade Aberta do Brasil –, o MEC pretende qualificar 2 milhões de professores do ensino básico.

Recente pesquisa realizada pela Unesco, em parceria com o governo federal, comprovou que 82,4% dos alunos reprovados no ensino fundamental culpam a si mesmos pelo fracasso. A mesma pesquisa indica que a culpa não pode ser atribuída às crianças. Ela recai na falta de motivação dos professores, na péssima infra-estrutura das escolas e no fato de diretores e professores não darem importância à realidade pessoal e familiar do estudante.

Não se pode culpar uma criança de 10 anos pelo fracasso escolar. No entanto, se isso não fica claro para ela, se não se sente valorizada na escola e querida pelos professores, ficará com sentimento de derrota, o que pode revoltá-la ou levá-la ao desânimo precoce.

A maioria de nossos estudantes chega à 4ª. série com dificuldade de leitura e redação. Falta estímulo ao professor, muitas vezes submetido à carga excessiva de trabalho, sem condições de aprimorar sua qualificação e humilhado por salário irrisório.

Em fins de junho, o Banco Mundial divulgou o relatório “Jovens em situação de risco no Brasil”. As conclusões preocupam: nossos jovens entre 15 e 14 anos matam e morrem mais, iniciam a vida sexual cada vez mais cedo e são vulneráveis às drogas. Dados da Secretaria Nacional da Juventude mostram que, hoje, 9,5 milhões de brasileiros entre 15 e 29 anos não estudam e estão desempregados. Desses, 4,5 milhões não completaram o ensino fundamental. É entre estes que se inclui a maioria dos assassinos e dos assassinados.

O que fazer diante desse quadro aflitivo? Pressionar o poder público? Sim. Votar ano que vem em vereadores e prefeitos comprometidos com a prioridade Educação? Também. Mas por que não reunir as famílias de seu bairro ou comunidade e promover um mutirão para a melhoria das escolas públicas da região? Por que não assegurar instrução e/ou emprego a um ou dois desses 9,5 milhões de jovens vulneráveis ao narcotráfico?


Frei Betto é escritor, autor de “Alfabetto – autobiografia escolar” (Ática), entre outros livros.

"Esperem para ver o que vai acontecer no país até 2010"

Presidente esteve no Rio Grande do Norte
Da Folha Online

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mandou um recado à oposição nesta sexta-feira e pediu para seus adversários aguardarem até 2010 para ver o que vai acontecer no país depois da descoberta do pré-sal e das obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) estarem concluídas.

Em discurso em Mossoró (RN), o presidente ressaltou a boa relação com governadores e prefeitos que, independente de partido político, estão discutindo projetos para o PAC.

"Se os adversários estão preocupados porque as coisas estão dando certo, esperem para ver o que vai acontecer neste país até 2010, depois do pré-sal, depois do trem-bala, depois das obras do PAC estarem sendo concluídas, como serão a partir do ano que vem. A partir do ano que vem, o meu desejo é andar por este país inaugurando obras", afirmou.
O presidente disse que seu governo está dando certo porque ele não tem um "olhar mesquinho e partidário" e faz investimentos de acordo com as necessidades da população de receber investimentos. Lula disse que um presidente tem de ser, antes de tudo, um republicano. Leia mais aqui.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Analfabetismo atinge menor taxa em 15 anos, mas ainda é alto no Nordeste

Da Agência Brasil

A taxa de analfabetismo no Brasil (10%) caiu em 2007 e atingiu o menor índice em 15 anos. Em termos absolutos, no entanto, representa 14,1 milhões de pessoas ou um em cada dez brasileiros com 15 anos ou mais. Em 1992, 32,7% da população não sabiam ler e nem escrever um bilhete.

As informações constam da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada hoje (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mostrou também queda do percentual em todas as regiões do país.

O analfabetismo, contudo, continua mostrando disparidades. Na Região Nordeste, por exemplo, apesar de a taxa ser de 19,9% - a menor em 15 anos - é quase o dobro da média nacional e quase o quádruplo do apurado no Sul (5,4%), a menor marca do país.

A maioria das pessoas que não sabe ler nem escrever tem 25 anos de idade ou mais (12,5%) e a minoria, entre 15 e 17 anos. A maior parte é de homens - um a cada dez - e entre as mulheres, a taxa é de 9,8% , metade do índice registrado há 15 anos.

ELEITOS DEVEM SER CONHECIDOS NO MESMO DIA DA ELEIÇÃO

Todos os prefeitos e vereadores eleitos no País devem ser conhecidos já na noite do próximo dia 5 de outubro, segundo previsão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

De acordo com o TSE, a apuração dos votos deve ser concluída até as 22h, ou seja, cinco horas após o encerramento da votação. Baseado em eleições anteriores, o TSE estima que cada eleitor gaste, em média, 40 segundos para votar.

O que a imprensa fez por Lula

Li no Blog do Noblat

A popularidade do Lula é alta apesar da imprensa bater nele diariamente. Poucos governantes tiveram uma popularidade tão alta com uma imprensa unanimamente contraria.
O governo Lula não teria feito metade do que fez sem essa cobrança diária dos jornalistas. São chatos? São, mas a cobrança não deixa o governo se acomodar.
O oposto acontece com os governos tucanos. Durante o governo FHC, os analistas cansavam de dizer que estava tudo bem, para lá na esquina tudo desabar algumas vezes.
Em Sâo Paulo acontece igual. O mesmo grupo político está no governo estadual há 27 anos (a reconciliação do Serra com o Quércia faz com que esse governo recue até o Montoro), sendo que está tudo bem até o próximo desastre.
Que a imprensa nacional continue assim. Que a imprensa paulista saia do seu 'estado' de anestesia crítica."

Menos de 1%dos brasileiros considera as propostas de Educação como determinantes nas eleições

Menos de 1%dos brasileiros considera as propostas de Educação como determinantes nas eleições, diz Ibope
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Para mudar este cenário e colocar a Educação em foco nas eleições municipais, o movimento Todos Pela Educação desenvolveu projeto "No ar: Todos Pela Educação - Eleições 2008"
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Dados preliminares de pesquisa realizada pelo Ibope revelam que 68% dos brasileiros desconhecem as políticas e ações desenvolvidas pela prefeitura no âmbito da Educação. Outro resultado alarmante é que menos de 1% dos brasileiros escolhe seus candidatos a partir da análise de suas propostas para melhorar a qualidade do ensino. Frente a este cenário, o movimento Todos Pela Educação, com o apoio do Tribunal Superior Eleitoral, desenvolveu projeto "No ar: Todos Pela Educação - Eleições 2008".

Sete municípios da região oeste ignoram a disputa democrática para prefeito

Por Fabiano Souza
A disputa das eleições municipais com chapa majoritária única em sete municípios do Rio Grande do Norte, sendo todos situados na região Oeste do Estado, deixa claro que a disputa democrática na região ainda aparece como uma realidade muito distante. Na maioria dos municípios onde a disputa acontece com a presença de chapa única, os candidatos pertencem a oligarquias políticas que dominam esses municípios há pelo menos três décadas. Esse ambiente antidemocrático, que evidência a ditadura do consenso, silenciosa na qual a força de submissão é visível a todos vai acontecer nos municípios de Luís Gomes, Major Sales, Antonio Martins, Viçosa, Portalegre, José da Penha e Taboleiro Grande. Embora exista o reconhecimento de parte da população em relação ao trabalho realizado pelos atuais gestores que disputam a reeleição ou pelos nomes indicados por eles a ausência de uma candidatura de oposição impede uma analise mais aprofundada do que foi realizado nesses municípios e o que poderia ter sido realizado.

Outro fato que deveria chamar a atenção do eleitor está relacionado aos acordos políticos que fazem com que durante décadas uma mesma família acabe comando os destinos de dois ou três municípios como acontece com os municípios de Luis Gomes e Major Sales. Em Luis Gomes o atual prefeito Pio X que está deixando o cargo indicou o sobrinho, José Fernandes o Dedezinho, que depois de dois mandatos em Major Sales indicou Maria Elce, esposa de Pio X para disputar o cargo em Major Sales.

Ele disputa agora a reeleição. Embora não esteja entre os sete municípios que disputam as eleições com chapa única, em Almino Afonso e Rafael Godeiro, a administração municipal vem sendo coordenadas há pelos menos duas décadas pelos irmão Abel Amorim e Bernardo Amorim. O primeiro indicou a atual prefeita de Rafael Godeiro Ludmila Carla para o cargo depois de dois mandatos e agora é candidato novamente. Para retorna a disputa Abel fechou acordo com o irmão Bernardo para que em Almino Afonso o indicado por ele fosse o irmão de Ludmila, Lawrence Carlos. Com isso o grupo sem mantém no controle dos municípios tendo sempre um dos dois como prefeito e o outro controlando o prefeito indicado por eles.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Metade das vagas em escolas federais pode ir para cotas

O Projeto de Lei 3913/08, do Senado, institui o sistema de cotas nas instituições federais de educação profissional, tecnológica e superior. Segundo a proposta, no mínimo 50% das vagas dessas instituições serão preenchidas por estudantes negros e índios que tenham cursado integralmente o ensino fundamental em escolas públicas.

A senadora Ideli Salvatti (PT-SC), autora da proposta, lembra que um projeto do Executivo (PL 3627/04) já institui cotas para alunos egressos de escolas públicas nas universidades federais, mas deixa de fora as escolas técnicas. "Meu projeto vem para se somar aos esforços do atual governo na luta pela inclusão social de parte da população brasileira, historicamente excluída da experiência republicana", argumenta a parlamentar.

Preenchimento de vagas

As vagas deverão ser preenchidas, por curso e turno, por candidatos que se declarem negros e indígenas em proporção no mínimo igual à de pretos, pardos e indígenas entre os habitantes do estado onde está instalada a instituição, segundo o último censo da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na impossibilidade de preencher metade das vagas por esse critério, as remanescentes deverão ser completadas por estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas.

O projeto também assegura vagas para pessoas com deficiências, independentemente de onde tenham cursado a educação básica e a média. O Poder Executivo deverá regulamentar o preenchimento dessas cotas.

A proposta prevê a implantação gradual do sistema de cotas. As instituições de ensino terão o prazo máximo de quatro anos, a partir da data da publicação da Lei, para o cumprimento integral dessa política. Caberá ao Poder Executivo regulamentar o processo de acompanhamento e avaliação do sistema implantado.

Tramitação

Já aprovado pelo Senado, o projeto tramita em regime de prioridade. A proposta foi apensada ao PL 73/99 e outras seis propostas de teor semelhante, que já haviam concluído sua tramitação, e será será encaminhada diretamente para votação em Plenário, onde receberá parecer.

Da Agência Câmara

Professores realizam parada de advertência hoje em defesa do piso salarial

Os professores da rede pública de ensino de todo o País realizam hoje uma parada de advertência em defesa do piso salarial nacional. Segundo Aldeirton Pereira, um dos coordenadores do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Rio Grande do Norte (Sinte/Mossoró), até ontem a entidade passou nas escolas da rede estadual para mobilizar a categoria, e cerca de 80% delas confirmaram a paralisação.

O principal motivo da parada concerne acerca de os profissionais em educação serem contra alguns argumentos apresentados pelo Conselho Nacional dos Secretários Estadual de Educação (Consed). De acordo com Aldeirton, alguns secretários afirmam que o projeto do piso salarial é inconstitucional, pois ao impor um salário para todo o País, estaria ferindo a autonomia dos Estados em pagar seus próprios servidores.

"Eles ameaçam entrar com ação a qualquer momento. Mas, a Constituição é clara e diz que é privativo do governo federal legislar a lei", defende o sindicalista.

Outro motivo é em relação à jornada de trabalho. Conforme a lei, dois terços da jornada devem ser destinados para o professor fazer uso em extra-regência, com elaboração de provas, reunião pedagógica, etc. Sendo assim, a carga horária de 40 horas ficaria dividida em 30 horas para sala de aula e o restante para a extra-regência.

No Rio Grande do Norte, que possui carga horária de 30 horas, ficaria 20 horas para aula e dez horas para a extra-regência. "Eles dizem que isso diminui muito a presença dos professores na sala de aula e que o Estado teria que suprir a necessidade de mais professores com novos contratos. Eles vêem isso de forma negativa, mas na nossa ótica isso é muito melhor, pois será mais emprego para a educação", justifica Aldeirton Pereira.

O que é estranho, de acordo com o sindicalista, é que esses secretários, que são do Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais, participaram de todas as instâncias para aprovação da lei e somente agora vieram com implicações.

"O secretário do Estado do Rio Grande do Norte é a favor da implementação da lei do piso salarial do jeito que está e ele não assinou a nota de rejeição do Consed", acrescenta Aldeirton Pereira.

Até a implantação da lei, em janeiro de 2009, todos os dias 16 de cada mês serão realizadas atividades com o intuito de continuarem a luta em defesa do piso nacional com assembléias, mobilizações e atos públicos.

Sindiserpum promove seminário nesta terça-feira no Sesi para debater tema

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (Sindiserpum) promove hoje o I Seminário do Piso Salarial Profissional Nacional, das 8h às 16h, no auditório do Serviço Social da Indústria (Sesi).

O seminário se constitui em atividade do Sindiserpum para lembrar a Parada Nacional da Educação em prol do piso, evento promovido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam).

Segundo a presidenta Marilda Maria, já está confirmada a parada de 80% das escolas públicas municipais. A categoria quer a implementação integral do piso em janeiro do próximo ano e a não-proporcionalidade da carga horária.

Na prefeitura, trabalha-se 30 horas ou 60 horas, conforme o número de contratos. De acordo com a lei do piso, até 40 horas, os professores de ensino médio receberão R$ 950,00. "Como tudo na lei é interpretação, a Secretaria Municipal de Educação pode entender que os trabalhadores devem receber proporcionalmente ao que trabalham e possivelmente, se visto por essa análise, eles vão ganhar menos. Nosso ato é contra essa possibilidade", salienta Marilda Maria.
Fonte:O mossoroense

Engraxate ganha mais que professor

Não é exagero afirmar que os salários de professores no Brasil é baixo, chegando até a ser indecentes. Esta informação ajuda a alimentar a crise: na Câmara de Vereadores de São Paulo, o engraxate do órgão é um servidor público concursado para assumir a função específica de polir os sapatos dos digníssimos vereadores. O salário do engraxate: R$ 2.300,00! Com todo respeito ao digníssimo ofício de lustrar sapatos, parece que há algo estranho no ar. Num país onde engraxate de vereadores recebe salário superior ao de professores, não se pode ter perspectivas de que as coisas estejam andando bem.

Triste realidade: Alfabetização de faz-de-conta

O que mostra a reportagem a seguir não constitui novidade para quem trabalha em escolas públicas em nosso estado. O descaso é o que temos de concreto por parte do governo do estado desde sempre. Pernambuco não se preocupa com qualidade em educação e o resultado disso é a vergonhosa posição que ocupamos no ranking nacional. O quadro desolador que a reportagem do JC apresenta é uma constante em nossas escolas públicas.

Vejam a reportagem!!!


Triste realidade: Alfabetização de faz-de-conta

Publicado em 14.09.2008, às 00h00


Garoto da 5ª série mal sabe ler. Mãe pediu que fosse reprovado


Do Jornal do Commercio

Quatro décadas atrás, em 1968, o educador pernambucano Paulo Freire escrevia, durante exílio no Chile, sua mais importante obra, Pedagogia do Oprimido. A partir desse livro, suas idéias ganharam o mundo e continuam vivas até hoje. A série Paulo Freire: o mestre do mundo, que começa neste domingo (14) no Jornal do Commercio e JC OnLine e amanhã na TV Jornal, Rádio Jornal e Rádio JC/CBN, mostra como o pensamento freiriano influencia a educação brasileira. Textos de Margarida Azevedo. Produção de Fernando Carvalho.Em vez de casa, o garoto escreve kaia. No lugar de bola, bobi. A palavra mala é grafada baga. Lata é escrita aia. Quem redige não é um menino que está sendo alfabetizado. Ele está cursando a 6ª série do ensino fundamental em uma escola da rede municipal do Recife, localizada na Zona Sul da cidade. Oficialmente, não faz parte do grande contingente de 14,4 milhões de analfabetos brasileiros. Mas aqui pouco importa estatística. O País de Paulo Freire, um dos maiores educadores do mundo, convive com um problema grave e que envergonharia o professor pernambucano: a alfabetização de faz-de-conta. Quarenta anos depois da publicação do mais importante livro dele, Pedagogia do Oprimido, que revolucionou a visão da educação, o Brasil, além de não ter todos os habitantes sabendo ler e escrever, tem que encarar a péssima qualidade do ensino público.

“Eu leio só para mim”, afirma um encabulado aluno da 6ª série, 14 anos, de outra escola municipal, desta vez na Zona Norte, ao negar o convite para ler um pequeno texto do livro de ciências. Sem coragem para encarar a reportagem do JC, ele logo sai da sala. A professora conta que o adolescente não sabe ler. Em outro colégio municipal, um estudante da 5ª série, 13, aceita o pedido, mas nas primeiras frases, desiste. Atropela as palavras e confunde as letras. Pára e diz que não quer mais continuar. Questionado se entendeu o que leu, ele fica em silêncio.

A situação ficou tão crítica que a mãe do menino, uma faxineira que só estudou até a 2ª série, solicitou à professora que o reprovasse no ano passado. “Eu pedi para meu filho repetir de ano, que não fosse para a 5ª série, porque ele não sabe de nada. Ele mesmo me pediu isso porque fica com vergonha na sala. O irmão dele, de 9 anos, que está na 2ª série, sabe mais”, conta a faxineira. “É errado passar quem não sabe. Fico muito preocupada porque é o futuro do meu filho. Como não consegue entender o que a professora diz, ele muitas vezes faz bagunça, fica fora da sala, não se interessa pelo estudo. O pior é que não tenho como pagar uma escola particular para ele”, afirma.

As escolas da rede municipal do Recife funcionam no sistema de ciclos. O primeiro compreende três anos, equivalente a alfabetização, 1ª e 2ª série. A retenção (não se chama reprovação) só pode ocorrer no terceiro ano. O mesmo vale para o segundo ciclo, que compreende as 3ª, 4ª, 5ª e 6ª série. Ou seja, mesmo que o estudante não aprenda, só vai repetir de ano na última série cursada. “Entendemos que a aprendizagem é um ciclo e o ritmo do estudante tem que ser respeitado. Na Europa, não se reprova nas séries iniciais do ensino básico”, justifica a secretária de Educação do Recife, Maria Luiza Aléssio. Na rede estadual, o mesmo problema. “Da 5ª série ao 3º ano do ensino médio, encontro muitos alunos com deficiências graves de alfabetização. Não conseguem nem interpretar pequenos textos. Cometem erros graves de português. Mas eles não são culpados porque passam de um ano para outro graças a brechas nos sistemas de avaliação. Os governos estão interessados nas estatísticas, não se preocupam se está havendo aprendizado ou não”, observa o professor de história Antônio Tiago, que leciona em um colégio estadual de Olinda.

ANALFABETO FUNCIONAL - Em 1964, quando coordenou o Plano Nacional de Alfabetização no governo do presidente João Goulart, Paulo Freire contabilizou 20,4 milhões de analfabetos com mais de 15 anos de idade. Em pouco mais de quatro décadas, a redução é tímida. Somente seis milhões a menos de brasileiros na lista de analfabetos. Se nessa conta forem incluídos os analfabetos funcionais - aqueles com até quatro anos de estudo - o número de pessoas que não sabem ler nem escrever salta para 30,5 milhões de pessoas. Sem alfabetização, eles ficam sem acesso a um dos direitos mais defendidos por Paulo Freire, a cidadania.

Gorete Pinto se mantém na liderança em Apodi

Faltando menos de um mês para as eleições, a candidata da Coligação Unidos por Apodi (PMDB/PRB/PMN/PP/PPS/PSDB/DEM) à Prefeitura de Apodi, professora Gorete Pinto, continua liderando as intenções de voto na cidade, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Certus, realizada nos dias 3 e 4 de setembro. Pelo levantamento, Gorete se mantém à frente com 41,42% da preferência do eleitorado apodiense, contra 38,96% do candidato do PC do B, Flaviano Monteiro.

O Instituto Certus entrevistou 367 pessoas no município, estratificadas quanto ao sexo, idade, escolaridade e local de moradia. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral no cartório da 35ª Zona Eleitoral, sediada em Apodi, sob o Número 1244/2008. A margem de erro é de 3,0% pontos
porcentuais para mais ou para menos.

Na cidade, o Instituto Certus entrevistou pessoas nos conjuntos Bacurau I e II, IPE, Cohab, e nos bairros Bico Torto, Malvinas, Lagoa Seca, Baixa do Caic, Cruz das Almas, Betel e no centro da cidade. No perímetro rural foram entrevistados moradores das comunidades rurais de Soledade, Góis, Melancias I e II, Córrego I e II, Santa Rosa I e II, Bamburral, Trapiá I e II, Carrilho, Paulista, Cipó, Ponta Barra, Rio Novo, São Lourencinho, Bela Vista e Pindoba.

O resultado desse levantamento mostra que mesmo tendo recebido o apoio da governadora Wilma de Faria (PSB), do prefeito José Pinheiro (PR) e do ex-prefeito Simão Neto que desistiu recentemente da candidatura à Prefeitura do Apodi, o candidato Flaviano Monteiro continua em segundo lugar. Já Gorete Pinto continua mostrando forca e favoritismo perante o eleitorado apodiense. Se eleita Gorete será a primeira mulher a administrar os destinos de Apodi desde sua criação há 173 anos.

Na pesquisa espontânea (aquela em que não são apresentados os nomes dos candidatos ao entrevistado). A candidata Gorete Pinto (PMDB) aparece em primeiro lugar com 41,42% e o comunista Flaviano Monteiro (PC do B) está em segundo, com 38,96% do eleitorado apodiense.

Os entrevistados que pretendem votar nulo, branco e estão indecisos (não sabem em quem votar) ou não responderam totalizaram 14,17%. Outros 5,45% disseram que não votar em ninguém.

Na pesquisa estimulada (aquela em que são apresentados os nomes dos candidatos ao entrevistado), a candidata Gorete Pinto (PMDB) continua em primeiro lugar com 43,60% e o comunista Flaviano Monteiro (PC do B) em segundo, com 42,78% dos eleitores do território urbano e rural de Apodi. Os entrevistados que pretendem votar nulo, branco e estão indecisos (não sabem em quem votar) ou não responderam totalizaram 7,90%. Outros 5,72% disseram que não votar em ninguém.

Os eleitores foram perguntados se votariam em um candidato à Prefeitura do Apodi apoiado pelo prefeito José Pinheiro Bezerra (PR), 46,87% foram unânimes e disseram que não votariam em candidato que recebesse o apoio do prefeito. 35,15% afirmaram que votariam e apenas 14,44% ainda estavam indecisos. No grau de rejeição, os dois candidatos estão praticamente empatados.
Fonte:Gazeta do Oeste

Flaviano abre vantagem de 12 pontos sobre Gorete

Praticamente na reta final da campanha sucessória, o professor Flaviano Monteiro (PC do B) tem provado que a população está assimilando o discurso da mudança através do projeto Nova Geração. De acordo com pesquisa do Instituto Consult, realizada no dia 9 de setembro, Flaviano confirma que conseguiu virar o jogo na disputa pela Prefeitura e abriu ampla vantagem sobre a concorrente Gorete Pinto (PMDB), chegando a 12 pontos percentuais de diferença.

Na pergunta estimulada, Flaviano surge com 51.77 pontos percentuais contra 39.46 por cento de Gorete Pinto. A pesquisa revela, ainda, que o número de eleitores indecisos é de 7.31%, enquanto 1.46% dos eleitores disseram votar em branco ou que anulariam o voto.

Já em relação à pergunta espontânea, onde o entrevistado se manifesta espontaneamente sem a apresentação de nomes, Flaviano também segue na dianteira. O candidato do PC do B, Flaviano Monteiro, aparece com 48.85% e Gorete Pinto com 37.16%. Nesse item, o prefeito José Pinheiro ainda chegou a ser citado por 0.215 dos entrevistados, assim como o ex-prefeito Simão Nogueira Neto, que surgiu na pergunta espontânea com o mesmo percentual.

Simão, que era candidato a prefeito no princípio do processo eleitoral, desistiu e passou a apoiar Flaviano, com o respaldo da governadora Wilma de Faria. Nessa alternativa, 11.90 por cento dos eleitores entrevistados disseram estar indecisos e 1.67% que não votariam em ninguém.

A pesquisa do Instituto Consult foi registrada no dia 10 de setembro na 35a Zona Eleitoral, sob o número 1427/2008. A margem de erro é de 4pontos.

A sondagem ouviu 479 eleitores abrangendo a área física urbana e rural, a partir do centro e nos setores de Timbaúba do Canto (Lagoa Seca), Malvinas e São João, Bacurau I, Betel e Bicentenário, São José (IPE) e Conjunto Teimosos, Baixa do Caic, Bacurau II e Garilândia, Cruz das Almas, Baixa da Alegria e São Sebastião, Poty dos Encantos e Portal da Chapada e Portal da Chapada, Bico Torto, Região da Pedra (Arção, Capuá, Melancias e Santa Cruz), Região da Areia (Ponta, Lagoa do Mato e Córrego), Região da Chapada (Assentamento Paraíso, assentamento Caiçara, Frei Damião, São Francisco, Góis, Poço Tilon e Soledade), Região da Vázea/Taboleiro (Carnaúba Seca, Rio Novo, Santa Rosa I, Santa Rosa II, Bamburral, Trapiá I e II, Carrilho e Paulista).
Fonte:Gazeta do Oeste

sábado, 13 de setembro de 2008

Novos tempos: cresce o número de famílias formadas apenas pelo homem e seus filhos


DUPLA Paulo Borges e Henrique. Quando ele viaja, sua irmã cuida do menino
Trocar a fralda do bebê e levantar várias vezes à noite para conferir a temperatura, preparar a lancheira da criança e voltar a estudar matemática para ensinar o filho. Esses e outros cuidados, rotina das mães, agora são cotidiano de muitos homens que, sozinhos, criam seus filhos. O número de pais solteiros aumentou 28% em pouco mais de uma década, segundo estudo sobre a desigualdade de gênero e raça divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) na semana passada. Em 1993, a proporção de famílias formadas por pai e filhos era de 2,1%. Em 2006, pulou para 2,7%. O crescimento é pequeno, mas sinaliza uma transformação importante: os homens têm assumido a responsabilidade pela criação das crianças e brigado na Justiça pelo direito ao trabalho e ao prazer da convivência diária. "É uma tendência inovadora para a nossa sociedade, na qual o papel de cuidadora caberia naturalmente à mãe, e ao pai o de sustentar a família", explica a pesquisadora do Ipea Natália Fontoura.

O Brasil começa a adotar um modelo de família bem mais comum nos Estados Unidos e na Europa, onde, de acordo com a antropóloga Ellen F. Woortmann, isso acontece desde os anos 1990. "Acredito que o avanço esteja mais nas grandes cidades", afirma ela, também professora da Universidade de Brasília. O paulista Célio Ribeiro, 26 anos, é um desses exemplos de pai solteiro. Auxiliar de logística, ele cria o filho, Gabriel, oito anos, sozinho desde que se separou, há cinco anos. "Já tive duas namoradas sérias e elas se deram bem com ele", diz. Nos EUA, muitos homens adotam ou recorrem a barrigas de aluguel para viver o sonho da paternidade. Segundo a Growing Generations, uma das maiores agências de barrigas de aluguel do país, 24% dos clientes são solteiros, homo ou heterossexuais.(Leia matéria completa)
Fonte:ISTOÉ

PARA REFLETIR

"O fanatismo é a única forma de força de vontade acessível aos fracos."

Nietzsche
Esta frase de Nietzsche é muito oportuna para descrever a forma irracional (patológica) com que muitos eleitores se posicionam na campanha atual,não só em Apodi, mas na maioria das cidades brasileiras.

Pesquisa Consult é liberada e diferença

A justiça eleitoral liberou a divulgação da mais nova pesquisa Tribuna do Norte/Consult sobre a corrida sucessória em Natal.
De acordo com os números, Micarla de Souza(PV) continua liderando a sucessão em Natal, com 39,08%. Fátima Bezerra(PT) vem em segundo lugar com 29,83%.
A diferença entre Micarla e Fátima, que na última pesquisa Tribuna/Consult era de 12% pontos, caiu para 9,25%.

Confira os números na pesquisa estimulada:


Micarla de Sousa: 39,08%

Fátima Bezerra: 29,83%


Wober Júnior: 3,17%

Miguel Mossoró: 2,83%

Joanilson de Paula Rego: 1,5%

Sandro Pimentel: 0,5%


Dario Barbosa: 0,2%

Pedro Quithé: 0


Brancos e nulos: 8,08%

Indecisos: 14,75%

Fonte :Oliveira wanderley

Charge do dia


Presidente do TSE lacra urnas e garante inviolabilidade do voto

Da Folha Online

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Carlos Ayres Britto, lacrou oficialmente nesta sexta-feira os sistemas de software que serão usados nas eleições municipais de outubro. Em meio às ameaças de milícias e traficantes no Rio de Janeiro contra moradores que não escolherem candidatos ligados às facções criminosas, o ministro assegurou a segurança no sistema eletrônico de votação assim como no sigilo dos votos dos eleitores brasileiros.

"Ninguém vai devassar o seu voto, não há como saber quem votou em quem. Quem ganhar, leva, não há possibilidade de ser fraudado. O processo eletrônico se revela cada vez mais transparente e tecnicamente seguro para viabilizar o voto secreto", afirmou.

Os softwares lacrados por Britto serão encaminhados para os TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) que vão conferir as instalações e repassa-los às seções eleitorais dos Estados e municípios. O TSE gravou quatro DVDs com o sistema utilizado nas eleições para substituir eventuais problemas identificados durante o processo eleitoral.

Segundo Britto, as eleições de 2008 vão comprovar o avanço tecnológico da Justiça Eleitoral brasileira, inclusive com a rapidez na apuração dos votos.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

O conto do vigário educacional

O presidente Lula chamou de “babacas” os “estudantes ricos” que se opõem ao ProUni (Programa Universidade para Todos), do MEC, iniciativa que considera simplesmente “revolucionária”.

Não é preciso recorrer a nenhuma autoridade acadêmica de plantão para rebater o argumento presidencial, expresso, diga-se, em linguagem incompatível com o cargo que exerce.

Tiago Cherdo, Um estudante de 23 anos, coordenador do Diretório Central dos Estudantes da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), resumiu o drama em poucas e claras palavras.

Disse ele: "O problema é que, ao invés de investir no ensino básico e fazer com que o estudante da rede pública tenha como concorrer com o da rede particular, o governo criou o ProUni como prêmio de consolação para as pessoas menos abastadas. Não sei que revolução na educação é essa que ele diz fazer."

De fato, não há nada menos revolucionário que o tal programa. Se o ensino superior privado é, no geral, ruim, o que o governo faz, com o Pro-Uni, é garantir repasses milionários a esses maus empresários do ensino. O aluno pobre terá ensino pobre e de má qualidade e terá menos chances que seus colegas de universidades públicas, quando tiver que enfrentar o mercado de trabalho.

Em compensação, as universidades privadas ruins estarão cada vez mais ricas. É fácil ser capitalista assim.

O lógico é o que diz acima o “estudante rico”: que o Estado invista no ensino básico gratuito, como o faz no ensino superior, e garanta igualdade de oportunidades aos estudantes pobres e ricos. O dinheiro gasto nos repasses do Pro-Uni deveriam ser revertidos à melhoria do ensino básico. A médio prazo, as portas da universidade pública estariam abertas aos mais carentes.

O que temos hoje é a preservação de antigo paradoxo: os estudantes ricos, que podem pagar, cursam de graça as universidades públicas, enquanto os estudantes pobres, que não podem pagar, ou deixam de estudar ou se submetem a financiamentos ou programas como o Pro-Uni, que os remetem a universidades privadas ruins e caras, sem qualquer credibilidade no mercado de trabalho.

Em suma, o rico estuda de graça e recebe conhecimento de primeira, pago com os impostos do contribuinte, enquanto o pobre paga caro por um ensino ruim, que o manterá pobre quando chegar ao mercado de trabalho.

Alguém já se deu o trabalho de observar os pátios de estacionamento das universidades federais em todo o Brasil, recheados de carros importados? Pois é: aquilo vale mais que mil palavras para definir a realidade educacional brasileira. Mas tal paradoxo não se resolve com decretos, medidas provisórias, cotas raciais ou sociais ou ainda discursos recheados de palavrões.

A reversão desse quadro implica ir à raiz da questão. O ensino privado básico é caro e bom. Só o “rico” (isto é, alguém da classe média remediada para cima) pode fazer frente a tal despesa, que o credenciará aos vestibulares para as universidades públicas.

O ensino básico público é ruim, o que remete sua vítima ao ensino superior privado, generoso em seus vestibulares, pois tem compromisso com a quantidade e não com a qualidade.

Os altos índices de reprovação no Exame de Ordem da OAB – que em alguns casos ultrapassam os 80% -, quando decantados, evidenciam esse desnível entre ensino superior público e privado. As faculdades de direito do Estado aprovam quase cem por cento dos seus bacharéis, enquanto com as particulares dá-se o exato oposto.

O saneamento da educação no Brasil começa pela reestruturação do ensino público básico, o que envolve uma série de ações, que começam pelo aprimoramento da mão-de-obra docente e melhoria das condições de trabalho. Isso, sim, será revolucionário.

O Pró-Uni, muito pelo contrário, é o que há de mais careta e antigo: o repasse de verba pública para a picaretagem privada. Uma babaquice, para ficar na linguagem predileta do presidente.

Ruy Fabiano é jornalista.

Pela 1ª vez, Lula é aprovado por todos segmentos sociais

Da Folha de São Paulo

Embalado por fortes resultados na economia e por grande exposição nacional na atual campanha eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quebrou o seu próprio recorde de avaliação positiva.Lula também acaba de obter, pela primeira vez, a aprovação da maioria absoluta da população brasileira em todos os segmentos sociais, econômicos e geográficos do país.

Segundo pesquisa Datafolha finalizada ontem, 64% da população brasileira considera o governo Lula ótimo ou bom. O recorde anterior já colocava Lula na frente de todos os presidentes eleitos após a redemocratização -55% de aprovação registrados em março passado.O levantamento revela também que a popularidade de Lula acaba de vencer a resistência de segmentos socioeconômicos específicos que mantinham, entre eles, o índice de aprovação abaixo de 50%.

Pela primeira vez, Lula tem o apoio da maioria no Sudeste, nas regiões metropolitanas, entre os que têm curso superior e entre os vivem em famílias com renda familiar mensal superior a dez salários mínimos.Entre a pesquisa realizada em março e agora, houve um salto a favor de Lula de 14 pontos percentuais entre os brasileiros mais ricos. Hoje, 57% dos que vivem em famílias que ganham R$ 4.150,00 ou mais por mês aprovam seu governo.

Lula também conquistou pela primeira vez a maioria no Sudeste: 57% o aprovam, dez pontos acima da última pesquisa. Há alguns anos Lula também só tinha a maioria ao seu lado em regiões do interior. Agora, 57% dos moradores das regiões metropolitanas o aprovam.
Por fim, Lula também venceu a barreira entre os mais escolarizados. Em março, 47% dos brasileiros com curso superior consideravam seu governo ótimo/bom. Agora, são 55%.
Os resultados da pesquisa coincidem com a divulgação, anteontem, de um crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 6% no primeiro semestre do ano.

Nesse bom resultado, houve uma significativa participação do consumo das famílias brasileiras, que cresceu 6,7% (a 19ª alta seguida) apoiado em aumentos da renda.A expressiva avaliação de Lula aparece também no momento em que a inflação começa a ceder depois de ter atingido um pico neste ano, há três meses.Coincide ainda com a participação pessoal ou do nome de Lula em várias campanhas municipais, além de grande exposição do presidente nos últimos dias por conta do início (ainda que simbólico) da produção de petróleo nas recém-descobertas reservas do pré-sal.

"A pesquisa mostra que Lula vem quebrando resistências, especialmente entre os principais segmentos da classe média, o que é muito significativo", afirma o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino.Na pesquisa, o Datafolha ouviu 2.981 pessoas maiores de 16 anos em 212 municípios do país entre os dias 8 e 11 de setembro. A margem de erro é de dois pontos, para mais ou menos.

Além de ter ultrapassado barreiras, o levantamento revela que Lula também ampliou de maneira significativa o reforço à sua popularidade entre os que já o apoiavam.No Nordeste, por exemplo, região que sempre deu os melhores índices de popularidade a Lula, sua avaliação subiu mais sete pontos. Hoje, 3 entre cada 4 nordestinos o apóiam.Houve ainda um salto de oito pontos percentuais a favor do presidente entre os mais pobres, com renda familiar até cinco salários mínimos. Atualmente, 65% desses brasileiros avaliam Lula positivamente.

"As elites estão adorando o presidente Lula"

(...) Nunca antes da história deste país houve um presidente tão bem avaliado por todos os segmentos da sociedade. Isto significa que podemos enterrar, de uma vez por todas, o chavão do “preconceito das elites contra o torneiro mecânico que se tornou presidente”. As elites estão adorando o presidente Lula – os banqueiros, por exemplo, não conseguem parar de rir desde 2003. Aliás,as elites já gostam de Lula há muito tempo. Mas o discurso-chavão era útil para petistas e, muitas vezes, para o próprio presidente. Agora podemos dizer que este discurso rompeu o prazo de validade. Não serve mais. Lula foi inteiramente aceito pelas elites brasileiras – e, diga-se de passagem, o presidente se sente muito confortável junto a elas. Ponto para ele.
Lucia Hippolito
Noblat

Fiscalização contra nepotismo


A Associação dos Magistrados de Pernambuco (AMEPE), Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Pernambuco (OAB/PE) e o Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) divulgaram hoje em conjunto, uma nota pública manifestando a toda população a intenção das mesmas de fiscalizar o cumprimento da Súmula Vinculante nº 13 do Supremo Tribunal Federal (STF), de 29 de agosto de 2008 – que extinguiu o nepotismo em todo o País.

Na nota, as entidades deixam claro que estarão observando qualquer tipo de burla à legislação e que "adotarão todas as medidas necessárias que tenham por objeto o fim de toda e qualquer forma de nepotismo, incluindo eventuais absorções de parentes exonerados por outros Poderes, dentro do se convencionou chamar de nepotismo cruzado".

Particularmente para a OAB/PE, é importante também que a Mesa Diretora da Assembléia Legislativa do Estado – único Poder no Estado a manter o nepotismo até a presente data - informe à sociedade pernambucana quais providências concretas serão tomadas para observância plena e imediata da Súmula. A OAB/PE lembra que, de acordo com o inciso V do artigo 56 do Regimento Interno da Assembléia, compete à Mesa Diretora da Casa "nomear, promover, comissionar, conceder gratificação e licenças, pôr em disponibilidade, demitir, aposentar e deliberar sobre qualquer outra matéria referente aos servidores da Assembléia". A OAB/PE, através da sua recém-instalada Ouvidoria, também poderá receber denúncias de nepotismo cruzado.
Fonte:folha

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

BELO


NOSSA DEMOCRACIA DO VOTO OBRIGATÓRIO


Por que a educação não dá voto?


Reportagem publicada na Revista Época, ed. 536 (agosto/2008)
Por Isabel Clemente e Mariana Sanches

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Uma das verdades mais incômoda da política brasileira envolve um assunto que está na cabeça de pais, professores e estudiosos de todo o país - a pouca importância que o eleitor atribui às propostas para a educação na hora de escolher seu candidato. "Educação não dá voto. Dá reconhecimento", diz o deputado federal Alceni Guerra (DEM-PR). Ex-ministro da Saúde, prefeito de Pato Branco, cidade com 70 mil habitantes no Paraná, entre 1997 e 2000, Alceni sabe o que está dizendo. No dia da posse, implantou o ensino integral na rede pública da cidade. Criou benefícios diretos para 10 mil alunos da rede pública, que passou a oferecer aulas de Bale e Inglês para crianças a partir dos 6 anos de idade. Mesmo assim, quatro anos depois, ao enfrentar o teste das urnas, perdeu para seu maior adversário. "Sempre que aparecia um problema na cidade, fosse um buraco de rua ou um problema no posto de saúde, diziam que a culpa era do prefeito, que só pensava em educação", diz Alceni.
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O comportamento do eleitorado de Pato Branco está longe de ser raridade. As pesquisas mostram que a maioria dos brasileiros adora lembrar a importância da educação para o futuro dos filhos e o progresso do país. Mas, na hora de votar, existem outras prioridades. A última enquete do Ibope encomendada pelo Todos pela Educação - um movimento social apartidário e privado criado em 2006 - revelava a educação em sexto lugar na longa fila das prioridades. Isso ainda era um avanço - no ano anterior, a educação estava em sétimo, atrás de emprego, saúde, segurança, combate às drogas, corrupção e fome.
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Eleito governador do Distrito Federal em 1994, o senador Cristovam Buarque fez carreira como criador do Bolsa-Escola, o avô do Bolsa-Família, programa pioneiro em remunerar famílias carentes pela presença da criançada na sala de aula. Nem assim conseguiu se reeleger. Quatro anos depois, foi derrotado por Joaquim Roriz, um pródigo distribuidor de lotes de terras, cujos erros de concordância em pronunciamentos oficiais fazem o folclore da política local. Candidato presidencial em 2006, Cristovam não passou da condição de concorrente nanico. "Construir universidades dá voto, até o analfabeto apóia por causa do status que a cidade ganha. Educação não. Geralmente, uma escola boa não faz parte do universo de desejo do mais humilde, como um carro, uma casa ou o tênis. É algo muito distante", diz Cristovam.
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Dá para mudar essa realidade? Há sinais de que isso pode ser possível. Na semana passada, o movimento Todos pela Educação divulgou uma campanha para orientar o eleitor, com o intuito de tornar a educação uma prioridade na hora do voto. Em alguns municípios, políticos que investiram em educação se deram bem nas urnas. Nos últimos 12 anos, em Campo Limpo Paulista, a 40 quilômetros de São Paulo, a educação tem sido a principal aposta da Prefeitura. Quando se elegeu pela primeira vez prefeito da cidade, em 1996, o médico cirurgião Luiz António Braz teve só 255 votos a mais que o segundo colocado. A máquina inteira de educação municipal se resumia a duas creches e duas salas de alfabetização de adultos. "Eu queria transformar a cidade em um pólo de tecnologia. Para isso, precisávamos melhorar a qualidade da mão-de-obra que formávamos aqui." Em oito anos, subiu para 25o número de escolas, entre novas e municipalizadas. No segundo mandato, Braz empregou 63% do orçamento da cidade em educação. Capacitou professores e criou salas de computação em todas as escolas. Ele se reelegeu em 2000 com 47% mais votos que o segundo colocado. Quatro anos depois, fez como sucessor Armando Hashimoto, com larga margem. Seu material de campanha se concentrava nos avanços na área da educação.
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Mas nem Braz nem Hashimoto creditam a vitória exclusivamente ao trabalho feito na educação. Braz diz ter asfaltado quase metade das vias da cidade e acredita ter ficado mais conhecido por essa realização. A intuição do prefeito é confirmada por estudiosos dos humores eleitorais. Estudos revelam que a saúde sempre está em primeiro lugar - num país onde a fila para muitos exames leva meses. "Enquanto o básico - viver ou morrer - não for uma questão resolvida, o eleitor terá dificuldade de valorizar investimentos em educação no Brasil", diz o sociólogo Alberto Carlos Almeida, autor do livro A Cabeça do Brasileiro.
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Uma pesquisa inédita, de dois economistas brasileiros da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, ajuda a entender melhor a visão do eleitorado sobre a educação. Depois de investigar minuciosamente gastos, características socioeconômicas e resultados das eleições de 2000 e 2004 em 5.250 municípios brasileiros, os pesquisadores Leonardo Bursztyn e Igor Barenboim descobriram que, nas cidades pobres onde se gastou mais com educação, os prefeitos tiveram menos chances de se reeleger ou de fazer sucessor. Dois resultados chamam a atenção: 74% dos municípios pobres onde os prefeitos aumentaram mais o investimento em educação que os gastos com assistência social não se reelegeram nem emplacaram seus partidos ou coligados. Em compensação, nas cidades pobres onde os gastos com transferência de renda subiram mais, 65% dos prefeitos se reelegeram ou fizeram sucessor. Conclusão: dinheiro no bolso parece contar mais do que filho na escola.
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A proposta inicial do trabalho de Bursztyn e Barenboim, intitulado "Educação ganha eleições?", era responder a uma pergunta intrigante: por que um país como o Brasil, onde 100% das pessoas reconhecem as deficiências da educação e sua importância para o futuro do país, enfrenta tanta dificuldade para resolver o problema? Os dois estudiosos lembram que a lista de causas é grande e complexa, mas que, na hora do voto, a decisão é definida pelo horizonte econômico do eleitor. Nas cidades pequenas, que formam a maioria dos municípios brasileiros, leva-se uma vida de dinheiro curto e orçamento controlado, em que o salário mínimo chega a ser quase um privilégio, e metade do eleitorado sobrevive com renda média de R$ 100 por mês ou até menos. "Nessa situação, se puder escolher entre ganhos futuros e respostas para os problemas imediatos, o eleitor sempre ficará com a segunda opção", diz Bursztyn.
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Outro dado contribui para a permanência dessa situação. A experiência ensina que as famílias de gente com baixa escolaridade - e que teriam mais necessidade de boas escolas - são aquelas que menos valor atribuem à educação. A história do sociólogo Florestan Fernandes, um dos mais festejados intelectuais da esquerda brasileira, é um bom exemplo disso. Ele foi criado por uma mãe que não sabia ler nem escrever. Ela queria que seu filho interrompesse os estudos - em que seria consagrado - e fazia o possível para que ele parasse de perder tempo e começasse a trabalhar para pagar as contas no fim do mês. "Os mais pobres tendem a ter menos anos de estudo e a valorizar menos ainda o que eles mesmos não tiveram", diz Barenboim.
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Embora os argumentos a favor da boa educação tenham a idade dos regimes republicanos, não param de surgir novas descobertas para confirmar sua validade. Sabe-se hoje que as boas escolas criam cidadãos autônomos, mais produtivos e menos dependentes e recorda que ali funciona a regra do quanto mais cedo, melhor. "Não existe investimento com retorno social maior do que investir na primeira infância. Ele só não é alto do ponto de vista eleitoral porque, para começar, criança não vota", diz o economista Marcelo Neri, do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas do Rio. As propostas do movimento Todos pela Educação podem ser um bom começo para levar a educação ao topo da lista de prioridades.


Piso salarial dos professores: Cada um no seu quadrado

Eduardo Lima Silva - O Globo
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O Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) esteve reunido em Porto Alegre no final de julho. Imagina-se que toda vez que esse colegiado se forma o objetivo seja debater a qualidade do ensino. Erra quem pensa assim. Na capital gaúcha, os secretários discutiram a legislação que instituiu o piso salarial para professores da rede pública. Eles pretendem a revisão da lei ou ameaçam rebelar-se contra ela.
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Os membros do Consed estão entre os beneficiados com a possibilidade dos professores serem mais bem remunerados porque isso servirá de atração para profissionais mais preparados e motivará os atuais educadores. No entanto, mobilizam-se para que isso não aconteça, voltando o seu foco para o impacto financeiro da medida como se fossem os responsáveis pela fazenda de seus estados.
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O que deveria se esperar de uma reunião que tem como pauta os vencimentos dos professores é o questionamento do atual modelo que implica em baixos salários. O ensino e os estabelecimentos oficiais requerem educadores investidos de cargos públicos e atrelados ao sistema de previdência estadual? Os recursos despendidos não teriam melhor aproveitamento em parcerias com a iniciativa privada que costuma pagar mais e gastar menos? Esse talvez ainda seja um debate com forte viés econômico, mas ao menos ele é voltado para problemas estruturais e soluções pró-ativas.
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O fato é que a organização dos governos pressupõe um titular para cada área. Se já existe alguém com o encargo de cuidar das despesas e receitas, não haveria a necessidade de que os secretários da educação relegassem as suas funções para tratar de questões meramente financeiras. Da mesma forma, não caberia a fazenda pública avaliar a pertinência de qualquer medida solicitada, devendo ater-se à análise se existem os recursos para as necessidades de cada setor. Por exemplo, quem sabe quanto efetivo e equipamento precisa para garantir a ordem é a Segurança Pública; quem estabelece política de prevenção e tratamento de doenças é a Saúde.
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É correto que todos os escalões dos governos estejam comprometidos com os resultados fiscais. Porém a administração é dividida em pastas para que cada uma priorize as tarefas de sua área, observe os limites do que pode fazer e deixe o que está fora de sua esfera para quem de direito. Todos podem até dançar no mesmo ritmo, mas, como diz o sucesso popular, cada um no seu quadrado. E sem pisar na linha.

FRASE DO DIA


"Fome e guerra não obedecem a qualquer lei natural, são criações humanas."

Josué de Castro.

O analfabetismo no Brasil não deveria ser tratado apenas na base dos números

A Unesco está celebrando hoje, dia 8, o Dia Internacional da Alfabetização. O especialista em educação de jovens e adultos da Unesco no Brasil, Timothy Ireland, deu declaração avaliando que, no Brasil, o analfabeto continua sendo em sua maioria, nordestino, negro, de baixa renda e com idade entre 40 e 45 anos.

Segundo Ireland, “A questão do analfabetismo sempre foi minimizada como um direito, mas ela é fundamental para que o cidadão participe de forma democrática. Hoje vivemos na sociedade da informação e do conhecimento, a pessoa que não tem acesso à escrita e à leitura acaba excluída de informações que são necessárias para garantir todos os outros direitos, a saúde, a participação política na sociedade.”

Em 2006, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE, apresentou números nada animadores sobre o analfabetismo no Brasil. Segundo aquele levantamento, 10,38% da população brasileira se declarou analfabeta absoluta. Esse percentual representa 14,3 milhões de brasileiros.

Entre os que se declararam negros e pardos, o analfabetismo é duas vezes maior do que os que se declararam brancos. Esse relatório também mostrou que nas áreas rurais o índice mais que dobra, indo para 25%.

A quantidade de analfabetos no Brasil acima de 15 anos (14 milhões de pessoas), coloca o país no grupo das 11 nações com mais de 10 milhões de analfabetos, ao lado do Egito, Marrocos, China, Indonésia, Bangladesh, Índia, Irã, Paquistão, Etiópia e Nigéria.

Os dados educacionais são sempre alarmantes no Brasil. No entanto, outra preocupação que não deve escapar das avaliações mais aprofundadas, que não se limitem aos dados, é o tipo de alfabetização que estamos buscando como desafio para os próximos anos.

Em 2000, durante a Conferência Mundial de Educação em Dacar, o Brasil assinou o compromisso Educação para Todos. Desde então, os índices parecem ter melhorado um pouco, embora de forma superficial e insuficiente.

Segundo o compromisso assinado em Dacar, o objetivo do Brasil seria reduzir o analfabetismo para 6,7% até 2015. A avaliação da Unesco é que no ritmo que as coisas estão caminhando, será praticamente impossível atingir essa meta.

Minha avaliação é de que a Educação no País não pode ser baseada apenas em números quantitativos. É preciso levar em conta, sobretudo, a qualidade das ações contra o analfabetismo.

Pouco adiantará reduzirmos drasticamente o analfabetismo, se não levarmos em consideração um outro lado da moeda, que parece escapar aos números: o analfabetismo funcional. A redução dos números apenas agradará os organismos internacionais e o governo brasileiro. A quantidade de indivíduos que sabem ler, mas não conseguem entender o que o texto lido diz é grande e preocupante.

Se a meta numérica preocupa a Unesco e os brasileiros, fico imaginando se nos concentramos não nos números apenas, mas na qualidade do Ensino Público, a que ponto chegará nossas preocupações.
Autor: André Raboni

Noventa municípios brasileiros têm mais eleitores que habitantes

Da Agência Brasil

O município de Severiano Melo, no interior do Rio Grande do Norte, a 380 quilômetros de Natal, deve viver um pequeno fenômeno migratório no dia 5 de outubro, primeiro turno das eleições municipais. A cidade de 5.728 habitantes tem 7.162 eleitores aptos a votar em 2008.

O eleitorado do município é 25% maior que a estimativa populacional, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última semana.

Com 1.434 eleitores a mais que a população, Severiano Melo é o primeiro da lista de 90 municípios revelada em levantamento feito pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que aponta as cidades com divergência entre os números de eleitorado e estimativa populacional.

Os números do TSE são do balanço mais recente do tribunal, de julho, após o cancelamento de mais de 1,8 milhão de títulos. "O IBGE contou vários sítios ao redor da cidade como parte do município vizinho. Mas mantemos escolas e postos com dinheiro da prefeitura; é população do município de Severiano Melo", justificou um assessor financeiro da prefeitura Neusion Holanda.

Até que ponto o Ideb mede a educação?

Até que ponto o Índice de Desenvolvimento da Educação (Ideb) mede a qualidade da educação brasileira? A pergunta está na cabeça de muitos pesquisadores e estudiosos desde que o Ministério da Educação (MEC) divulgou, no mês de junho, os resultados do Ideb de 2007.

Os resultados apresentados ao público revelam um aumento significativo do desempenho de redes e escolas, a ponto de o Brasil ter antecipado em dois anos o cumprimento de metas previstas para 2009. Nos anos iniciais do ensino fundamental e no ensino médio, o Ideb de 2007 ficou, respectivamente, em 4,2 e 3,5 - metas que se esperava atingir apenas em 2009. Nos anos finais do ensino fundamental, o Ideb verificado em 2007 foi de 3,8 - 0,1 ponto acima do estabelecido para 2009.

O maior avanço se deu nas séries iniciais do ensino fundamental. Nessa etapa, 20 das 27 unidades da Federação se igualaram ou superaram a meta para 2009. Nos anos finais do ensino fundamental, 15 estados ultrapassaram as metas para 2009. Já no ensino médio, o avanço foi mais tímido; ainda assim, sete unidades da Federação chegaram ao padrão esperado para daqui a dois anos.

Também chama a atenção, entre outros resultados, que o Nordeste, historicamente conhecido pelos problemas e dificuldades no campo da educação, tenha sido a região que puxou o avanço nos anos iniciais do ensino fundamental. Ou que Minas Gerais, que costuma se destacar positivamente nas avaliações oficiais, não tenha alcançado a meta do Ideb para 2007 no mesmo nível de ensino.

Esses resultados têm levado muitas pessoas - inclusive nos bastidores do MEC - a se perguntar quais são as causas de aumento tão significativo e, em certa medida, surpreendente. Afinal, não existem muitas dúvidas de que os efeitos das ações e políticas no campo da educação tendem a se materializar em médio e longo prazos. Fica no ar, então, uma questão: o que as redes públicas de ensino fizeram para gerar resultados positivos tão rapidamente? Afinal, o Ideb foi anunciado em abril e a Prova Brasil, cujos resultados compõem o índice, foi feita em novembro.

Enquanto alguns buscam as fórmulas para o sucesso, outros levantam a hipótese de que a fotografia da educação brasileira revelada por meio do Ideb talvez não corresponda exatamente à realidade das escolas e redes de ensino. Alguns apontam erros na base de dados do Educacenso, de onde se extrai a taxa de aprovação que, junto com a média dos alunos na Prova Brasil e no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), origina o índice conhecido como Ideb.

Erros de informação

Esse teria sido o caso do município de São Paulo, onde alunos transferidos e que abandonaram os estudos durante o ano letivo de 2007 foram computados como reprovados, falseando os dados. Como a taxa de reprovação registrada no Educacenso foi maior do que a efetiva, a aprovação considerada para efeito de cálculo do Ideb foi menor do que a real. Por isso, o Ideb da capital paulista ficou abaixo do que deveria ser, segundo as autoridades locais.

Empenho de parlamentares pela educação não é visto com bons olhos

Inclusão de disciplinas melhoraria o ensino brasileiro?

A intenção é boa, mas o empenho dos parlamentares pelo oferecimento de um máximo de educação para os jovens brasileiros não é visto com bons olhos pelos especialistas da área.

"Nós vemos com muita reserva essa inclusão através do poder central porque a autonomia de entes federados, redes municipais e estaduais, tem que ser respeitada", diz Maria do Pilar Lacerda, secretária de Educação Básica do MEC (Ministério da Educação).

Isso é, a rede tem total liberdade para criar um currículo que reflita a realidade local. "Antes de mexer nos números, tornar mais ou menos disciplinas obrigatórias, é preciso mexer na qualidade do ensino", aconselha.

Por isso está hasteada a bandeira da escola que existe para garantir o direito de aprender. Mas aprender o quê? "Aprender a aprender, a tratar uma informação, fazer o aluno entender, interpretar e discernir".

Mão dupla

Em tempos de lei seca, a educação no trânsito se mostra uma disciplina pertinente para os aprendizes de condutores. Pelo menos cinco projetos pedem a inclusão do Código Nacional de Trânsito ou apenas uma aula de noções básicas do tema.

"É um tema importante, mas é mais eficaz ter uma aula por semana ou o aluno ver a mãe não parar em fila dupla, saber que não pode beber e dirigir? Eles não aprendem com aula obrigatória, e sim com experiencias dentro e fora da escola", afirma Pilar.

A cartilha da boa aula, para a secretária, segue o raciocínio da interdisciplinaridade. "Um texto de português pode levantar discussões sobre trânsito. A professora pode levar uma matéria de jornal e trabalhar com interpretação", orienta.

Enquanto isso, na sala de justiça...

Sobre a inclusão de direito constitucional que tramita na Assembléia Legislativa de São Paulo, Pilar é incisiva. "Eles são muitos novos para ter contato superficial com esses conteúdos sem aprofundar".

A sugestão da secretária para ensinar essa disciplina é levar o aluno para passear. "Tem que dar acesso à maior capacidade de leitura e mostrar ao estudante uma produção cultural da cidade em que vive. São nesses processos que ele aprende o que é constituição".

Para Pilar, é preciso tornar as escolas mais contemporâneas e sintonizadas com a geração de hoje. "E só incluir uma matéria como obrigatória na grade não garante que eles aprendam".

Blog do Prof. Ozamir Lima - Designer: Segundo Freitas