sábado, 20 de julho de 2013

Ausência de Políticas Públicas de Segurança no RN





Ineficácia e/ou Desconhecimento
Crimes de execuções de jovens está cada vez mais frequente tanto em Natal como no interior (Foto O Câmera)
Por Ivênio Hermes
Atestando Desconhecimento
Em recente reunião com representantes da Polícia Civil, secretários do Governo do Estado informaram que desconheciam o problema da falta de efetivo do órgão, desconheciam que as instalações das delegacias estavam ruindo, desconheciam outra série de problemas enfrentados… Contudo, uma das coisas que estava clara na mente deles, era que os servidores da PCRN eram beneficiados com ótimos salários, algo que não é real, como a maioria das propagandas do governo acerca da segurança pública.
Ao lado dos outros secretários, o chefe da pasta da Segurança Pública não dava nenhuma informação sobre os desconhecimentos alegados, a única voz que reagia dentre os membros do Governo Estadual, era a do Delegado Geral.
No ano de 2012 as fontes utilizadas para compor o Mapa da Violência parecem ter mudado, pois se os dados fornecidos pelo CIOSP tivessem sido considerados, erros substanciais poderiam ter sido cometidos. Um exemplo disso foi a afirmação da Polícia Militar de Mossoró quanto ao número de homicídios naquela região, número não que aparece no estudo do Instituto de Pesquisa, mas que coincidentemente é exatamente igual ao divulgado pelo fotojornalista Cezar Alves, que na época foi criticado.
Na continuação da alegação de desconhecimento, Rosalba Ciarlini informou que não havia destinado o terreno onde funciona a DEGEPOL (Delegacia Geral de Polícia), assim como diversos outros órgãos essenciais da Polícia Civil, inclusive a ACADEPOL (Academia de Polícia Civil). Além disso, a assessoria de imprensa diz que somente uma parte do terreno seria utilizada, o que em si já se constitui em uma afronta, pois não há como colocar no mesmo terreno um órgão onde são traçadas estratégias de segurança pública e outro que cuja finalidade é outra.
Essa tentativa de convencer os Policiais Civis não pode ser aceita, afinal somente a revogação doDecreto Nº 23.576, de 11 de Julho de 2013 pode sanar esse erro cometido.
As afirmações do Governo do Estado nas falas de seus secretários, são apenas estratagemas de uma gestão pública sem habilidade e sem preparo para administrar, pois alegar desconhecimento após mais de 30 meses de governo é o mesmo que fornecer um testado de desconhecimento e despreparo para administrar.

Atestando Ineficácia
Notadamente, a população e os policiais civis sabem muito bem o que está acontecendo, e mesmo que a propaganda institucional do governo tente mascarar, a realidade invade os lares potiguares através das notícias diárias de homicídios, crimes contra o patrimônio tanto público quanto privado e outros tantos. Os bandidos podem escolher a vontade que crimes desejam cometer, pois do lado deles está a impunidade promovida e sustentada pela falta de políticas públicas de segurança transparentes.
O gráfico acima, baseado nos estudos e levantamentos do Dr. Marcos Dionísio Medeiros Caldas, Presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos (RN), mostra quão grave é a situação do RN para que a administração pública alegue desconhecimento. A previsão de 1622 homicídios para 2013 foi fundamentada numa análise de probabilidades que podem ser feitas para definir onde aplicar verbas, destinar investimentos e realizar planejamentos operacionais.
Ao invés de produzir ações exequíveis e eficazes, o Governo do RN simplesmente apresenta projetos que descaracterizam a individualidade da Polícia Civil e Militar, não que esses órgãos não devessem trabalhar juntos, mas cada um deveria fazer sua parte no ciclo completo de policiamento, e não fazer um entrar nas competências do outro.
Numa dessas ações não planejadas houve a tentativa de aprovar um Projeto de Lei que cria as Regiões Integradas de Segurança Pública, com nuances sub-reptícias uma intenção de retirar a autoridade policial do delegado, de criar a figura do super secretário, capaz até de mudar diretrizes internas das carreiras de polícia, enfim, de transformar as policiais estaduais, principalmente a Polícia Civil, em um órgão sem autoridade. Para entender melhor esse projeto da Secretaria Estadual de Segurança Pública e Defesa Social, sugerimos uma leitura atenta do estudo PROJETO DE DECRETO DE CRIAÇÃO RISP AISP CISP.
Essa ineficácia atestada é mascarada por ações que não são publicizadas pela Administração Ciarlini, como a falta de investimento na Polícia Civil, cuja verba original de R$ 8 milhões que foi transformada em menos de R$ 4 milhões, e depois teve outra parte contingenciada, ou seja, não foi repassada para a Polícia Civil, transformando seu valor original pouco mais de R$ 1 milhão de reais, levando delegacias à beira do desmoronamento e outras que não respeitam nem o policial que trabalha num local impróprio nem o público que precisa dos serviços da polícia.

Atestando outras incoerências
Desde que aconteceu o IV Colóquio Programa Brasil Mais Seguro, que a Dra. Regina Miki, Secretária Nacional de Segurança Pública, aguarda pela assinatura de Rosalba Ciarlini. Na ocasião, Rosalba Ciarlini sinalizou que assinaria o projeto para consolidação do Programa Brasil Mais Seguro, 30 dias depois, durante as festividades juninas de Mossoró, contudo, até hoje ela não assinou o documento impedindo que o Governo Federal fizesse sua parte, pois o envio de incentivos financeiros da União exige a contraprestação do Estado do RN em desenvolver ações estratégicas para a Segurança Pública e áreas afins.
A situação chegou a tal ponto que precisou que a Secretária Nacional de Segurança Pública Regina Maria Filomena de Luca Miki precisasse assinar uma portaria limitando o prazo para que o Governo do Estado do RN assine essa parceria tão necessária e que trouxe um pouco de esperança para o povo potiguar.
As ações que objetivam a qualificação da investigação criminal relacionada aos crimes violentos letais e intencionais, isto é, homicídios dolosos, latrocínios (roubos seguido de morte), lesões corporais seguidas de morte, mortalidade decorrente de ação policial, e outros, passam pela priorização da estruturação das unidades especializadas da Polícia Civil, fortalecimento da polícia comunitária, da perícia forense e da inteligência em Segurança Pública. Todos esses elementos estão completamente esquecidos das intenções de trabalho do Governo do Estado, pois se esse não fosse o caso não haveria contingenciamento de verbas para as polícias.
A incoerência dessa atitude do Governo Estadual transparece quando o ele próprio fornece as informações nas quais foram baseadas o gráfico abaixo. O quadro hodierno da Polícia Civil é composto por apenas 1450 policiais, são somente 1154 agentes, 136 escrivães e 160 delegados para atuarem num Estado cujos índices de homicídios são alarmantes.
Os escrivães de polícia civil estão cada vez mais escassos, conforme já abordamos em um artigo específico sobre o cargo, quantidade insuficiente de delegados e mesmo que os números pareçam transmitir que existem muitos agentes, de fato eles são poucos em relação à necessidade da Polícia Civil.
Enquanto o Governo finge desconhecimento, a Delegada Helena Cristina Aguiar de Paula sabe muito bem como é conviver com o déficit de tudo que é necessário para realizar com dignidade seu trabalho. Helena é responsável por Florânia, Tenente Laurentino e São Vicente, três municípios para trabalhar sem nenhum escrivão e com apenas três agentes, sendo um o chefe de investigação e outro que está atualmente de férias, além de não possuir viatura e nem local físico para exercer suas funções. Para ter um local onde ela pudesse guardar o material do cartório e outros documentos, a delegada solicitou um local e recebeu uma sala destinada aos representantes da OAB dentro da Delegacia Regional de Caicó.
A 4ª Delegacia sediada em Mãe Luiza, Natal, somente sobrevive e tem um mínimo de boa aparência porque os policiais se cotizam para pagar uma limpeza na frente da delegacia, e embora tenham viatura, ela não possui rádio comunicador, não possui local para transporte de pessoas detidas e é caracterizada, portanto não serve para investigações, e a viatura de investigações possui placa oficial do governo, perdendo também sua capacidade de ser utilizada para a função de investigação.
E é assim que a Administração Ciarlini não promove a segurança pública e é incoerente nas alegadas políticas públicas adotas

Considerações Finais
Reagindo contra o descaso, a ADEPOL (Associação dos Delegados de Polícia Civil/RN), a ASSESP (Associação dos Escrivães de Polícia Civil/RN e o SINPOL (Sindicato dos Policiais Civis/RN), isto é, as três entidades que representam a Polícia Civil, promoveram no dia 18 de Julho de 2013 uma paralisação histórica onde todos se reuniram na Sede da DEGEPOL para dar seu abraço simbólico ao local que o Governo do RN pretende desapropriar.
Numa manifestação emocionante, os policiais apresentaram faixas, gritaram por socorro para a Polícia Civil, entoaram o Hino Nacional e de mãos dadas abraçaram sua sede.
Apesar do Governo Estadual não agir claramente quanto às suas intenções na segurança pública, a população potiguar sabe com quem pode buscar informações reais sobre a situação da segurança pública no RN e assim como os policiais civis na grande manifestação do dia 18 de julho, estará atenta para as ações que realmente visem não as agendas políticas pessoais de integrantes do Governo do RN, mas sim o bem popular.
Eia sus, #OElefanteAcordou!


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REFERÊNCIAS:

HERMES, Ivenio. Plantão Sul: Imagens da Falta de Investimento: Levantamentos Fotográficos da Delegacia Plantão Sul. Fanpage do Blog do Ivenio Hermes. Quatro álbuns disponíveis em <http://migre.me/fsYVt> , <http://migre.me/fsYYk> , <http://migre.me/fsZ0y> e <http://migre.me/fsZ2f> Publicados 07 jul. 2013.
HERMES, Ivenio. 4ª DP: Sustentada Pelas Aparências e Pelos Policiais: Levantamentos Fotográficos da 4ª Delegacia de Polícia. Fanpage do Blog do Ivenio Hermes. Álbuns disponível em <http://migre.me/fxgKe>Publicado 16 jul. 2013.
HERMES, Ivenio. União da Polícia Civil do RN no Abraço à Degepol:Fotografias do Evento. Fanpage do Blog do Ivenio Hermes. Álbuns disponível em <http://migre.me/fxgRF>, <http://migre.me/fxgTq> e <http://migre.me/fxgV0> Publicados 18 jul. 2013.
HERMES, Ivenio; FERNANDES, José Erivan Bezerra. ANÁLISE DO PROJETO DE DECRETO DE CRIAÇÃO E IMPLANTAÇÃO DAS REGIÕES, ÁREAS E CIRCUNSCRIÇÕES INTEGRADAS DE SEGURNAÇA PÚBLICA (RISP, AISP E CISP) NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE: Estudo Técnico de Impacto nas Carreiras dos Policiais Civis e na Segurança Pública. Disponível em: <https://docs.google.com/file/d/0B4_wb-CzBdDxZDRVWVdVM0VfT00/edit?usp=sharing>. Publicado em: 15 jul. 2013.
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SOBRE O AUTOR:
Ivenio Hermes é Escritor Especialista em Políticas e Gestão em Segurança Pública, Consultor de Segurança Pública da OAB/RN Mossoró, Conselheiro Editorial e Colunista da Carta Potiguar, Colaborador e Associado do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Pesquisador nas áreas de Criminologia, Direitos Humanos, Direito e Ensino Policial e Ganhador de prêmio literário Tancredo Neves.

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CONSULTORES ESPECIAIS DESSE ARTIGO:
CEZAR ALVES é fotojornalista e colunista do Jornal De Fato, com a coluna Retratos do Oeste.
Marcos Dionísio Medeiros Caldas é Presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos (RN) e da Coordenação do Comitê Popular Copa 2014 – Natal.

Carlos Brandão Jr. Advogado e concursado para o cargo de delegado da Polícia Civil/RN que me acompanhou no levantamento fotográfico realizado na 7ª Delegacia de Polícia.

Artigo escrito por Ivenio Hermes e publicado originalmente em parceria com o amigo e jornalista Cezar Alves (Coluna Retratos do Oeste) do Jornal De Fato.

ISTOÉ aponta propinoduto tucano no metrô paulista

Reportagem aponta que nos governos de Geraldo Alckmin, mas também de José Serra e Mario Covas, cerca de US$ 50 milhões teriam sido desviados das obras do metrô; denúncia da Siemens, que decidiu colaborar com a Justiça, lança luzes sobre o esquema; Alckmin será, agora, alvo de ação de improbidade.


Uma denúncia feita pela multinacional alemã Siemens, que acusou formação de cartel nas obras do metrô, em São Paulo, e decidiu colaborar com a Justiça, poderá trazer sérias complicações ao governador Geraldo Alckmin. De acordo com reportagem da revista ISTOÉ, publicada neste fim de semana, foi montado um 'propinoduto' relacionado às obras do metrô, que teria desviado US$ 50 milhões nos governos de Alckmin, mas também de José Serra e Mario Covas. Alckmin será, inclusive, alvo de uma ação de improbidade. Leia,aqui, a reportagem na íntegra de Alan Rodrigues, Pedro Marcondes de Moura e Sérgio Pardellas.

Promessa esquecida

 Conta Lauro Jardim em sua coluna, Radar On-line da Veja:

Até a VEJA revelar quanto eram consumidos nos jantares da residência oficial da Presidência da Câmara,Henrique Eduardo Alves vinha espalhando que passaria a abrir as portas de sua casa aos correligionários com mais frequência.
Vinha dizendo Henrique Alves:
- É uma confraternização importante. Vou passar a fazê-la uma vez por semana para reunir a bancada.

Resta saber agora, depois de descoberto que a fatura do convescote batia os 30 000 reais, se Henrique Alves manterá o plano de organizar pajelanças e, o mais importante, quem arcará com a brincadeira nababesca, o erário ou o partido.

sábado, 13 de julho de 2013

Professora natalense será destaque neste domingo no Fantástico

Da redação Natal

A professora natalense Débora Seabra de Moura, de 31 anos, será destaque neste domingo na edição da revista eletrônica Fantástico, da Rede Globo de televisão. A informação foi confirmada pela própria Debóra via rede social. Debóra foi a primeira pessoa com síndrome de Down a se formar no magistério, em nível médio, no Brasil, em 2005.

Debóra fez estágio na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e há nove anos trabalha como professora assistente na escola Doméstica de Natal, uma das mais tradicionais da capital. “A escola regular me fez sentir incluída com as outras crianças. Para mim não existe separação. Superei preconceitos, fiz muitas amizades e mostrei para as pessoas o que era a inclusão”, afirma.

A reportagem do Fantástico vai exatamente abordar este tema. A superação da natalense. Via rede social, a jovem vencedora mostrou toda sua alegria e convocou amigos e conterrâneos para assistí-la na TV. "Olá Galera, Boa noite. Eu vou passar no Fantástico Domingo agora. È depois do Domingão do Faustão. No começo da noite. A hora que eu vou passar será entre às 20:00 e às 20h30", disse ontem à noite.

Por sua experiência como professora, Débora já foi convidada para fazer palestras no exterior, em países como Argentina e Portugal.

RN, o Governo e a seca (II)

JOÃO LYRA NETO - jornalista

Pelo que se viu, um dos estados do Nordeste mais atingidos pela seca foi o Rio Grande do Norte. Mesmo com o trabalho, em outras épocas, pelo DNOCS, com a construção de açudes e barragens de grande porte, o Rio Grande do Norte nunca escapou desse desastroso mal. Há quase um século com a atuação do IFOCS, órgão federal no trabalho contra a estiagem, o combate era mais difícil. As áreas atingidas pela falta d’água eram atendidas pelo trabalho de moto-bombas, carros-pipas e, ainda cata-ventos, meios capazes de recuperar o plantio atingido pela falta de chuvas. O agricultor, ao que parece, não recebia tanto apoio do Governo Federal e a agricultura plantada morria, deixando o agricultor e a sua família sem comida e sem água para as suas obrigações diárias.

A “Transposição do Rio São Francisco” para atender às necessidades do abastecimento d’água em todo o Nordeste, é uma meta que vem desde o governo do presidente Itamar Franco, estimulada pelo ex-ministro de Integração Aluízio Alves. Arrastando-se pelo tempo, durante os altos e baixos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, vem, agora, recebendo uma enorme força da presidente Dilma. O semiárido do Rio Grande do Norte é uma área agrícola constantemente vítima da estiagem e pronta para receber as águas do São Francisco, para dinamizar a sua agricultura. Disso é o que a agricultura mais precisa. No Rio Grande do Norte, em termos de culturas agrícolas, temos, com destaque, o melão, o caqui e outras altamente produtivas, que favorecem a economia do Estado. Em termos disso, não se tem ideia do que os órgãos governamentais podem fazer em favor da agricultura, como é o caso da Secretaria de Agricultura que tem a função de estudar e promover o desenvolvimento das ações do meio rural. O Rio Grande do Norte não é diferente dos demais estados, todos tem seus problemas e as suas reinvindicações.


Tem sido do interesse do atual Governo encontrar soluções necessárias para o desenvolvimento no setor das terras plantadas. As dificuldades impedem a melhoria de vida dos que tem a sua agricultura para fazer dinheiro nas feiras. As famílias que trabalham na chamada “Agricultura Familiar” obtêm recursos em bancos oficiais, como é o caso específico do Banco do Nordeste, ligado a essa atividade. Aí, é que vai entrar a ação do Governo. A presidente, no Rio Grande do Norte, autorizou a compra de caminhões, enxadas e todo o material usado pelos agricultores. O Governo, portanto, vê a necessidade do uso desse material no trabalho que a seca acabou. De resto, a ajuda às áreas atingidas pela seca deve ser feita pelos órgãos disponibilizados pelo governo do Estado. Aí está, portanto, a solução.

Comissão do Senado aprova projeto que obriga uso de Air Bag por motociclistas

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O Senado aprovou um projeto que obriga motociclistas a utilizar colete com airbag. O Projeto de Lei (PLS) 404/2012 foi aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado. A proposta ainda deve passar por pelo menos outras duas comissões na Casa e, se aprovada, segue para a Câmara dos Deputados.
Motociclista-caindo
Do blog: Os nossos parlamentares continuam propondo e aprovando projetos absurdos quando deveriam pesquisar e propor medidas que realmente poderiam melhorar a segurança do motociclista, como a adoção de faixas exclusivas para motos e a obrigatoriedade do ABS de fábrica em todas as motos produzidas por aqui. Mas infelizmente existe uma palavra que contamina o universo legislativo, o LOBBY…

Redução da maioridade penal é tema controverso entre juristas

A maioridade penal aos 18 anos foi estabelecida na legislação brasileira em 1940, décadas antes da edição do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que confirmou a regra meio século depois. No entanto, foi a partir do ECA que o tratamento de menores infratores foi mais humanizado, buscando a reinserção desses jovens na sociedade.
Uma das principais mudanças na área criminal foi o incentivo ao cumprimento de medidas socioeducativas em substituição ao recolhimento em unidades de internação, quando possível. Depois de 23 anos em vigor, as inovações do ECA não levaram a resultados práticos na redução da criminalidade envolvendo menores de 18 anos. Com a divulgação de crimes violentos cometidos recentemente por jovens, o país retomou a discussão sobre a redução da maioridade penal para 16 anos.
Estudo recente do Conselho Nacional do Ministério Público indica que de 2011 a 2012, o número de perdões concedidos na área da infância e juventude caiu 5%. Essas remissões são adotadas pelo Ministério Público nos crimes de menor potencial ofensivo. Por outro lado, a quantidade de representações judiciais por infrações mais graves envolvendo menores subiu 7%.
Durante a divulgação do estudo, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, avaliou que esses números não são suficientes para embasar a discussão sobre a redução da maioridade penal. Para ele, é necessário um estudo mais aprofundado envolvendo a realidade social do país. “A redução da maioridade penal não é a panaceia que muitos afirmam que irá resolver o problema da criminalidade no nosso país”, disse Gurgel.
A proposta de redução da maioridade penal também já foi criticada pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Além de considerar a medida inconstitucional, uma vez que a maioridade aos 18 anos foi consolidada na Carta Magna de 1988, Cardozo acredita que a mudança agravará a situação do sistema carcerário brasileiro, que está 50% além de sua capacidade. “Reduzir a maioridade penal significa negar a possibilidade de dar um tratamento melhor para um adolescente”, disse Cardozo.
Ministros do Supremo Tribunal Federal, como Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello, também já se manifestaram contra a alteração das regras sobre maioridade penal. Eles defendem, no entanto, uma aplicação mais efetiva do ECA, seja com fornecimento de melhores condições de educação, de saúde e de pleno emprego aos jovens, para evitar infrações, seja com tratamento adequado nas unidades de internação, reduzindo a reincidência e facilitando a ressocialização.
Para outra corrente de juristas, a redução da maioridade penal não só é possível, como necessária. Eles entendem que ela pode ser implementada por meio de uma emenda à Constituição, sem necessidade de mudança no ECA.
(Agência Brasil)

November Rain – Guns N’ Roses, em homenagem ao Dia Mundial do Rock

Escândalo: Estados Unidos operam rádios no Brasil


 No escândalo da espionagem do governo dos Estados Unidos no Brasil, uma descoberta inquietante do portal DiariodoPoder: os americanos exploram 43 frequências de rádio em quatro estados brasileiros. As bandas custaram uma ninharia ao governo americano, em 2009: apenas R$ 16,9 mil. Está autorizado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a explorar as rádios até 2019.
 
Uma central secreta de comunicações dos EUA funciona em Brasília fora das dependências embaixada, como esta coluna noticiou ontem. Hector Torres, Oficial de Programas de Informação da embaixada dos EUA, admite que há nas salas secretas “equipamentos de rádio”.
 
A Embaixada Americana tem autorização para usar dez bandas de rádio em quatro cidades: Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Recife. Os russos descobriram a solução para enfrentar a máquina de espionagem americana: documentos secretos serão datilografados.

Pouca verba, pouca farra

Com a decisão de Celso de Mello no STF, mantendo em pé a resolução do CNJ que restringiu o patrocínio para eventos de associações de magistrados, as entidades já começaram a rever seus calendários de atividades.
A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), por exemplo, deve cancelar o Fórum Nacional dos Juizados Especiais e seu Fórum Nacional dos Juízes Criminais Federais. (Lauro Jardim – Veja)

Após 23 anos de criação, nem todos os direitos previstos no ECA são cumpridos

Após 23 anos de criação, nem todos os direitos previstos no ECA são cumpridos
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que nesta sábado (13) completa 23 anos, ainda não é cumprido em sua totalidade. Direitos como saúde, alimentação, educação e lazer não são garantidos a todas as crianças e adolescentes brasileiros, diz o coordenador-geral do Programa Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes da Secretaria de Direitos Humanos, Joseleno Vieira dos Santos. “O ECA espelhava as lutas sociais da década de 1980, mas muitos direitos postos ali ainda estão sendo constituídos. O estatuto garante o direito à educação e à saúde, mas, por mais que as crianças sejam inseridas nas escolas, faltam qualidade e condições para a permanência delas na instituição de ensino. Na saúde, também falta qualidade na prestação dos serviços. Temos ainda crianças moradoras de rua, que não têm acesso às políticas públicas”, ressalta Joseleno. Segundo informações da Agência Brasil, o ECA nasceu em 1990, cinco anos depois do processo de abertura que veio com o fim da ditadura militar e devolveu o controle do país aos civis, e dois anos após a última Constituição promulgada no Brasil. A própria Carta Magna garante direitos às crianças e adolescentes, e o ECA surgiu aprofundando tais garantias. Joseleno Santos acredita que a lei “pegou” e tem atendido grande parte das demandas atuais. Com atualizações no ECA e no Código Penal, a legislação prevê punições a crimes que têm crescido nos últimos anos.

Taxa de homicídio de população negra cresce 9%; morte de brancos sofre queda

Taxa de homicídio de população negra cresce 9%; morte de brancos sofre queda
Segundo levantamento realizado pela Agência Brasil, que cruzou as informações do ministério com dados do censo populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), verifica-se que, em 2011, a taxa de homicídios da população negra foi de 35,2 por 100 mil habitantes, taxa 9% acima do que a observada cinco anos antes, quando foram registrados 29.925 casos, ou seja, 32,4 por 100 mil habitantes. Ao mesmo tempo em que negros ficaram mais vulneráveis à violência nesses cinco anos, a taxa de homicídios da população branca caiu 13%, ao passar de 17,1 por 100 mil habitantes em 2006 (15.753 em número absoluto) para 14,9 por mil em 2011 (13.895 casos). O dado reflete a grande disparidade racial que existe no Brasil, quando se trata de vítimas de assassinatos. Com o aumento dos homicídios entre a população negra, a probabilidade de um preto ou pardo ser vítima de assassinato no país passou a ser 2,4 vezes maior do que a de um branco. Em 2006, a proporção era de 1,9 mil.

"Sou paraibano e não gosto de confessar que tenho medo"

Correio Braziliense: 
Ariano Suassuna fala sobre o novo livro, morte e legado"
Parece-me um prêmio político", diz escritor paraibano sobre Prêmio Nobel

Ariano Suassuna se equivocou. Quando perguntado sobre o valor de sua obra, disse que o escritor só poderá ser avaliado anos depois de morto. A regra não lhe cabe. E sobre a morte, reage: “Não gosto da ideia de ter ‘medo de morrer’. Sou paraibano e não gosto de confessar que tenho medo (risos). Eu conheço a palavra ‘medo’, porque li no dicionário”, disse em entrevista exclusiva ao Correio Braziliense.

Indagado se o Brasil se ressente por não ter um Nobel de literatura, o mestre nordestino foi enfático ao dizer que é o Prêmio Nobel que deve estar sentindo falta de um brasileiro. “Parece-me um prêmio político.” Sobre seu novo livro, produzido em segredo, ressurge o poeta Ariano. Ele revela apenas que se trata da reunião do Suassuna dramaturgo, romancista e poeta, cujo título é O jumento sedutor.

O senhor se considera um cânone da literatura brasileira?
Eu sou escritor. O escritor convencido, além de antipático, é um indecente. Acho que só se pode avaliar o valor de um escritor muito tempo depois da morte dele.

Será que o senhor pode antecipar algo sobre a obra na qual está trabalhando atualmente?
Eu não posso dizer muito, pois minha editora pediu para eu não falar demais (risos). É um livro onde tento unir teatro, poesia e romance. Sou mais conhecido como dramaturgo, por causa do Auto da compadecida, menos conhecido como romancista e menos ainda como poeta. Mas, dou muita importância à poesia que faço. Ela é a fonte de tudo que escrevo. Outra coisa que posso antecipar é o título: O jumento sedutor.

Alguma razão especial para o título? É uma homenagem ao livro de um grande escritor que viveu ali pelo século 2: (Lúcio) Apuleio. Ele tem um livro que eu gosto muito, O asno de ouro.

O senhor sempre cita as definições sobre o “cômico” feitas por Kant, Aristóteles e Freud. Qual a sua definição?
Eu não lembro. Está escrita, mas eu me esqueci. Lembro deles, mas a minha mesmo não recordo (risos). Sei que a minha definição tenta fundir aquilo que Kant, Aristóteles, Freud e Bergson disseram. Se eu estivesse com meu livro de estética em mãos, eu te diria.

De que o senhor tinha medo quando criança? Algum personagem, alguma história te assustava?
Não tinha medo não. Sempre tive mais medo de gente do que de fantasma. A minha mãe nos contava essas crendices, mas eu nunca levei muito a sério não. Inclusive, há um desses personagens que sempre achei excepcionalmente cômico, talvez por causa de Monteiro Lobato, que levava esse tipo de coisa na graça também. Eu era um bom estudante, tirava boas notas, gostava muito de ler e minha mãe comprou para mim a obra completa de Monteiro Lobato. Passei então a achar graça de um bicho de suas histórias, a mula sem cabeça, que solta fogo pelas ventas (risos).

Consegue traçar um paralelo entre o seu trabalho e o de Monteiro Lobato?
Emília representa para Lobato o que João Grilo representa para mim. Isso de levar as coisas na brincadeira, na graça, no ridículo. A primeira vez que fui a São Paulo foi em 1948. Eu tinha 20 anos. Estava numa livraria, quando vejo do outro lado Monteiro Lobato! Devo ter feito uma cara de tal espanto, que ele próprio veio até mim e disse: “Boa tarde”. E não me ocorreu coisa nenhuma se não responder: “Boa tarde!” (risos). Em julho daquele ano, ele morreu. E eu perdi a oportunidade de falar com meu ídolo.

Auto da compadecida é sua obra mais conhecida, como o senhor mesmo atesta. O que a difere das demais?

Acho que foi a televisão. Olha, o número de pessoas que assistiu, mas que nunca leu, é enorme (risos). Ontem (na aula-espetáculo na Caixa Cultura, 27 de junho), por exemplo, conheci um menino de 12 anos, chamado Nathanael. Ele disse que me admirava desde muito menino e que tomou conhecimento do Auto da compadecida na escola. Segundo ele, a melhor parte era da “cadela da mulher do padeiro”. Foi quando percebi que ele não tinha nem lido, nem visto a peça, já que originalmente era um cachorro. Cadela foi criação dos diretores.

"30 segundos contra o crack"

A colaboração de 30 cineastas e quatro emissoras de TV em uma importante ação de crack na cidade – assunto de encontro com o prefeito Geraldo Julio e que deve se traduzir em vídeos veiculados nas TVs Globo, Jornal, Tribuna e Clube. 

Coca-Cola, TIM e Vivo punidas por propaganda enganosa


 Vejamos se as penas serão efetivamente cumpridas. Leio no Valor Econômico que o Ministério da Justiça multou a Vivo, TIM e Coca-Cola por propaganda enganosa. As sanções são de R$ 1,158 milhão para a Coca, R$ 2,260 milhões para a Vivo e R$ 1,654 milhão para a TIM. 
. A Coca-Cola teria mentido na publicidade da bebida Laranja Caseira. De acordo com o Ministério da Justiça, “o anunciante deixou de esclarecer que o produto é um néctar e não um suco. Foi omitido do consumidor o fato de que produto possui aditivos e água, além do suco da fruta”.
. A TIM e a Vivo, como costuma acontecer, não informaram “de forma adequada, clara e ostensiva as condições para o consumidor obter os minutos e torpedos promocionais” nas campanhas promocionais “Vivo de Natal” e “Namoro a Mil”.

Eles têm juizo

por Merval Pereira,  em O Globo
Confirmando a célebre frase do deputado Ulysses Guimarães, segundo quem “a coisa que mais mete medo em político é o povo na rua”, os senadores encontraram uma maneira regimental de rever a posição do dia anterior, que estava provocando enorme irritação nas redes sociais, e aprovaram uma emenda constitucional apresentada ontem mesmo pelo senador Francisco Dornelles, reduzindo de dois para um os suplentes e proibindo a candidatura de parentes diretos, sejam cônjuges, parentes consanguíneos ou afins até o segundo grau do titular.
Na contramão da “agenda positiva” que o Senado estava tentando aprovar como resposta à voz das ruas, uma proposta semelhante havia sido derrubada, pois não fora atingido o quórum de 49 senadores. O interessante é que, dos 17 votos contrários, oito foram de suplentes, assim como a abstenção.
Existem hoje no Senado nada menos que 16 suplentes em atividade, sendo que Lobão Filho é suplente do pai, o ministro Edison Lobão, de Minas e Energia. O senador Eduardo Braga, do PMDB do Amazonas, tem como primeira suplente sua mulher Sandra, e Acir Gurgacz, do PDT de Rondônia, o pai.
O texto rejeitado era mais completo, pois determinava ainda que, em caso de afastamento definitivo do senador, por doença ou por eleição a outro cargo (governador ou prefeito), seu suplente assumiria a vaga somente até as próximas eleições, quando então um novo senador seria eleito para a cadeira. Essa parte do texto original não foi incluída na nova emenda constitucional por falta de consenso.

Blog do Prof. Ozamir Lima - Designer: Segundo Freitas