sábado, 8 de março de 2014

10 sinais que seu computador está com vírus

Mesmo que as regras mais básicas para garantir a segurança do PC sejam cumpridas com rigor, como atualizar com regularidade o sistema operacional, evitar clicar em links suspeitos e ter uma solução antivírus instalada e atualizada, existe o risco de o sistema ser infectado por malware. 

Porém, nem sempre é fácil saber se o computador está infectado ou não.
A empresa de segurança digital Kaspersky Lab elaborou uma lista com os dez sintomas mais comuns que indicam que algo malicioso está ocorrendo no computador:
  • Bloqueios inesperados: se alguma vez isto lhe aconteceu, provavelmente já sabe que a tão temida tela azul é sinônimo de que algo vai mal no sistema. Por esse motivo, não perca tempo e analise a plataforma em busca de possíveis infecções.
  • Sistema lento: se o sistema não está executando aplicações que consomem recursos, mas mesmo assim está muito lento, então é possível que esteja infectado com um vírus.
  • Atividade elevada do disco rígido: se a atividade do seu disco é mais alta do que o normal quando o computador está em descanso, é sinal de uma possível infecção.
  • Janelas estranhas: se durante o processo de boot aparecem janelas estranhas que alertam para problemas no acesso a diferentes discos no sistema, pode ser que o computador esteja infectado por malware.
  • Mensagens estranhas: quando o sistema está em execução e aparecem janelas avisando que arquivos ou programas não podem ser abertos, fique atento, esse é outro sinal para um possível ataque de malware.
  • Atividade indevida dos programas: se os programas não respondem, abrem automaticamente ou mostram uma notificação de que uma aplicação está tentando acessar a Internet sem o seu consentimento; então, é possível que um malware esteja atacando a sua máquina.
  • Atividade aleatória de rede: se o roteador piscar constantemente, indicando uma atividade elevada da rede quando não está executando algum programa ou não está acessando altos volumes de dados na Internet, parta do princípio que existe algo errado com o equipamento.
  • Mensagens de e-mail instáveis: os seus e-mails não saem da pasta ao enviar? Os seus contatos recebem mensagens estranhas que você não se recorda de ter enviado? São sinais de que seu sistema está comprometido ou alguém roubou suasenha de acesso ao e-mail.
  • Endereço IP na lista negra: se receber uma notificação dizendo que seu endereço IP está numa lista negra, existem fortes possibilidades de que seu sistema tenha caído nas mãos de criminosos e que passou a fazer parte de uma botnet de spam.
  • Desativação inesperada do antivírus: existem muitosprogramas maliciosos desenhados especificamente para desativar o antivírus, se encarregue de eliminá-los. Se o seu software de segurança for desativado por auto reconstrução, pode ser um pequeno sintoma de que algo de errado está acontecendo.
Fonte:

Celular Molhado: Dicas para recuperar

Acontece com todo mundo: uma tempestade inesperada ou um gesto descuidado e “chuá!”, seu celular toma aquele banho! 

E a não ser que você tenha um deste modelo mais modernos especialmente resistente a líquidos e outros acidentes, isso pode ser fatal. 

Mas você pode ao menos tentar salvar o aparelho, veja como. Você também pode tentar estas dicas com pequenos gadgets como câmeras digitais e MP3 Players.


1. Desligue, JÁ! 

Se seu celular for molhado, não importa o líquido, a primeira providência é desligá-lo. E não estou falando de “apertar o botão de força por dois segundos, esperar aparecer a janelinha, clicar em desligar e esperar mais cinco segundos”. 

Arranque a bateria o mais rápido que puder, cada segundo conta. Se o líquido conseguir criar um “curto” entre dois ou mais pontos da placa de circuito e ela estiver energizada, isso pode ser fatal. 


2. Deixe escorrer 

O celular estava sobre a mesa, com o teclado para cima, e o líquido caiu sobre ele? Vire-o com o teclado para baixo e deixe todo o líquido escorrer. 


3. Seque bem 

Pegue um pedaço de pano absorvente ou toalhas de papel e seque bem o aparelho. Seque todos os cantos que conseguir. Isso não vai eliminar a água que já está dentro dele, mas irá eliminar o excesso que ainda poderia se infiltrar. 


4. Consiga um pouco de arroz 

Coloque o celular em um pote e cubra-o com arroz cru. Parece besteira, mas funciona. O arroz irá absorver a umidade, ajudando a secar o aparelho maisrapidamente. Sílica gel (aqueles cristaizinhos transparentes encontrados em saquinhos dentro de eletrônicos) cumpre o mesmo papel, mas arroz é muito mais barato e fácil de encontrar. Deixe ocelular dentro do arroz por 24 horas. 


5. Evite o sol

Há pessoas que colocam o aparelho diretamente sob a luz do sol para secar. Isso pode piorar a situação, especialmente com o calorão do verão. Um sol de 40 graus por duas horas pode causar danos ao LCD, “estufar” a bateria e até mesmo amolecer peças plásticas ou o adesivo que as mantém no lugar. O mesmo vale para secadores de cabelo. Evite. 


6. Respire fundo e... faça o teste 

Depois de um dia tire o celular de dentro do arroz, limpe-o bem, verifique se todas as peças estão mesmo secas, recoloque a bateria e tente ligá-lo. Se você agiu rápido, há boas chances dele funcionar. Se não, corra pra assistência técnica mais próxima. E na próxima vez, invista em uma capinha para proteger o aparelho.

Internautas acusam propaganda da Riachuelo de racismo




Uma campanha divulgada pela rede Riachuelo, em homenagem ao Dia da Mulher, foi alvo de crítica de usuários da internet, nesta sexta-feira (7), que acusam a marca de racismo. Na peça publicitária, uma modelo branca de olhos claros é seguida por braços de uma mulher negra, que colocam nela acessórios e sapatos. O site “blogueiras negras” chegou a comentar que “a presença negra no comercial é de uma mão que serve. Um corpo sem cara, que não consome, não tem vontades, sequer existe, apenas serve. Uma sombra semivivente que só se presta a apoiar a existência da sua senhora”. O vídeo já foi retirado do Youtube e da página do Facebook da marca, mas os internautas ainda cobram uma resposta oficial da empresa.

Lula volta em 2018, acena o presidente do PT

 "Temos que reeleger a Dilma para que o Lula volte em 2018", disse Falcão, ontem, durante café da manhã promovido pela agência espanhola de notícias EFE do qual participaram jornalistas brasileiros, estrangeiros e empresários espanhóis. Em meio ao clamor de setores governistas pelo "volta Lula" e queixas dos aliados à presidente Dilma Rousseff, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, defendeu que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva volte a se candidatar ao Palácio do Planalto em 2018.

Segundo Falcão, Lula dá respostas dúbias sobre a possibilidade de voltar a ser candidato. Quando quer dizer que não, o ex-presidente se compara ao ex-piloto de Fórmula 1 Michael Schumacher que ganhou sete títulos mundiais, parou e depois de voltar "não ganhou mais nem uma pole position". Já quando pretende incentivar as especulações, Lula diz que "se me aborrecerem muito eu volto". (Estadão)

sábado, 1 de março de 2014

Vacina contra Alzheimer começou a ser testada em humanos

Vacina contra Alzheimer começou a ser testada em humanos
A vacina contra o Alzheimer, desenvolvida pela empresa Araclon Biotech, entrou na fase de teste em humanos na Espanha. Os experimentos contam com 24 pessoas e buscam avaliar sua tolerância e segurança. A notícia fui anunciada durante a inauguração da nova sede da empresa em Zaragoza. De acordo com o diretor cientista, Manuel Sarasa, na primeira fase, prevista para ser concluída em 2015, será analisada a tolerância do medicamento, ou seja, sua toxicidade e não tanto sua efetividade. Na fase seguinte, serão testadas doses diferentes, dependendo se estimulam ou não o sistema imunitário dos voluntários com a droga. A partir daí, vários protocolos serão elaborados. Esta fase, que normalmente dura dois anos, será seguida de outra, com cerca de três anos.

Oriundo de escola pública, 1º lugar em medicina da UFRN comenta realização do sonho

Ewerton afirma querer fazer “medicina diferenciada, para ajudar ao próximo”
Fazer “medicina diferenciada, para ajudar ao próximo”. Essa é a intenção de Everton de Souza Frutuoso, 18 anos, primeiro lugar em Medicina na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) em 2014, por meio do sistema de cotas.
 
A declaração foi testemunhada pela reitora Ângela Paiva Cruz, vice-reitora Maria de Fátima Freire de Melo Ximenes e a pró-reitora de Assuntos Estudantis, Janeusa Trindade, na manhã desta sexta-feira, 28, em meio à recepção ao aluno no gabinete da reitora.
 
Na ocasião, a reitora destacou o que a aprovação de Everton Frutuoso é “muito importante” para a família, para a UFRN e para os jovens potiguares e do Brasil. Lembrou que a missão social da Universidade é focada na justiça social, na solidariedade e na formação para a cidadania.
 
Ângela Paiva frisou que a universidade pública é lugar de todos e reiterou o compromisso da Instituição com a inclusão social ao aderir ao sistema de cotas e ao ENEM/SiSU. E completou: “É imensa nossa felicidade por você ter passado para o Curso de Medicina e, particularmente, por ser beneficiado por essa política de inclusão da UFRN”.
 
A vice-reitora Maria de Fátima Ximenes também falou sobre a oportunidade que o aluno teve em concorrer com milhares de alunos e ter conquistado uma vaga. “Você está entre os 10% de estudantes que conseguiram entrar na universidade”, salientou.
 
Histórico
 
Filho de agricultor e dona de casa, Everton de Souza Frutuoso é natural do município de Ipanguassu e sempre estudou em escola pública. Fez o ensino fundamental na Escola Maria Natália de Souza e o médio no Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do RN (IFRN), onde cursou Informática, “mais por falta de opção do que por vocação”, comentou o estudante.
 
O sucesso veio na segunda tentativa de entrar na universidade. Everton Frutuoso diz que sua opção por Medicina também foi influenciada por alguns colegas, um deles aprovado para a UFRN. Na primeira tentativa, no vestibular 2013, ele passou apenas na primeira fase.
 
Determinado a realizar o seu sonho, veio para a capital Natal, onde ganhou uma bolsa de estudo num cursinho pré-vestibular e trabalho como monitor. Isso, aliado às aulas particulares que ministrava, possibilitou-lhe o sustento para se preparar melhor para o ENEM/SiSU, coroado em 2014 com a aprovação para a UFRN.
 
Everton confessou que sente orgulho de hoje participar da melhor universidade do Norte/Nordeste, e uma das “gigantes” do Brasil. Emendou que, apesar de ser um curso bastante “puxado”, é isso que quer para sua vida. Instalado em uma das residências da UFRN, já foi classificado para receber outros auxílios sociais, como a Bolsa Permanência, que lhe dará condições de permanecer no curso até o fim.

Solidão coletiva

"se sente só, é porque ergueu muros em vez de pontes” (William Shakespeare)
O paradoxo social do nosso tempo é “convivermos” o dia a dia com tanta gente e, ao mesmo tempo, sentirmo-nos solitários. O sentimento de solidão e anonimato em meio à multidão cresce na vida moderna.
Muitas são as situações geradoras de solidão: existe a solidão gerada pelo poder, a solidão decorrente da riqueza, a solidão dos mal casados, a solidão da criança cujos pais são egoístas, a solidão dos velhinhos rejeitados, a solidão das crianças órfãs, abandonadas, a solidão da loucura, a solidão dos internos dos hospitais psiquiátricos, a solidão dos enfermos hospitalizados, a solidão do excluídos pelo mercado de trabalho, a solidão do desempregado, a solidão do camponês que deixou família para trabalhar nacidade grande, a solidão do estigmatizado por preconceitos, e a solidão quecaracteriza a sociedade da informação: os solitários das redes sociais (Twitters, Facebook, Whatsapp, Viber e outros menos cotados); os quais possuem milhares de “amigos”, mas nenhum deles preenche, de verdade, o sentimento de solidão do seu cotidiano.

Sem falar na solidão de quem se arrisca como escrevinhador, tendo que enfrentar a solidão, desde o ato sofrido de criar, até receber a lufada de ar da indiferença dos supostos leitores, os quais nunca correspondem à ansiedade ingênua do autor em relação à sua “contribuição” para interagir com o mundo. Escrever, sem dúvida, é uma tentativa de fugir da solidão. Muitas pessoas solitárias justificam seu “desejo de privacidade”, escolhendo “viver sozinhas porque gostam de liberdade”, “preferem viver sozinhas do que mal acompanhadas”.
A tendência individualista de nossa época reforça o temor de conviver com as diferenças humanas, afinal, morar junto implica, sobretudo, sermos tolerantes, compreender o outro, termos que dividir espaços e coisas e aceitar conferir a todo o momento que o outro não nos preenche. Demandamos sempre que o outro irá preencher nosso vazio existencial, mas isso – quase sempre – não passa de um delírio visando zerar nossa falta essencial. Os mais conscientes dessa falta se recusam a investir num relacionamento duradouro.
No universo dos sozinhos, existem aqueles que o fizeram por opção pessoal, e aqueles que devido às contingências da vida foram obrigados a viver desacompanhados. Muitos aposentados se queixam de terem sumido os “amigos” do trabalho. O rótulo de “inativo” sinaliza exclusão na linguagem e na prática da convivência diária. Inativo ou aposentado são palavras mal ditas no Brasil. Como de resto, aqui no patropi, o idoso em geral é tido e visto como uma carta fora do jogo.
O isolamento social obrigatório é muito diferente do viver sozinho “por opção”. No primeiro, existe a imposição do destino ou das circunstâncias, no segundo, a escolha é consciente e deliberada de viver solitariamente. O artista, cientista ou intelectual, por exemplo, precisa de vez em quando estar sozinho para se concentrar e produzir seu texto, sua obra; o que não quer dizer que ele padece do sentimento de solidão.
Para ler, refletir, escrever, criar ou inventar precisamos estar sozinhos. A solidão só pode ser conquistada – ou domada – por aqueles que encontram coragem e determinação de levá-la a trabalhar, a produzir criativamente, altruisticamente. Entretanto, conquistar a solidão ou domá-la não quer dizer eliminá-la. Contam que a Cecília Meireles, mesmo quando acompanhada dos amigos, dava sempre a impressão de estar solitária, vivendo no seu próprio mundo, impenetrável. Sim, lá estava ela delicadamente entre os outros, participando de um jogo de relações gregárias que a delicadeza a obrigava ajogar. Mas a verdadeira Cecília estava longe, muito longe, num lugar onde ela estava irremediavelmente sozinha.
Por sua vez, a solidão indomada tem o poder de fazer do sujeito seu objeto, isto é, produz efeitos patológicos previsíveis como a depressão, drogas, hipocondria, alcoolismo e até o suicídio. E, em nossa sociedade pós-moderna, onde tudo é descartável, a Internet têm sido um instrumento de comunicação ambíguo, pois tanto pode facilitar abusca de companhia virtual como pode ser usado também para sustentar o isolamento social. São os fóbicos sociais, isto é, os que temem sair de casa, não suportando simplesmente qualquer aglomeração urbana.
É possível que o medo, fruto da violência urbana, contribua para o aumento da solidão coletiva. O aumento dos diversos tipos de solidão, no Brasil e no mundo, põe em dúvida até mesmo a antiga tese de que o humano é um ser eminentemente social. As novas gerações deverão redefinir se o Homo sapiens é, ou não, um ser social.



Rinaldo Barros

Revalidação de diploma

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) publica edital para solicitações de revalidação de diplomas de graduação emitidos no exterior. Os pedidos devem ser feitos a partir do dia 10 de março até 23 de maio, na Coordenação de Atendimento da Pró-Reitoria de Graduação, localizado no prédio da Reitoria no Campus Central. A UFRN receberá pedidos de revalidação de diplomas de graduação reconhecidos e que estejam sendo ofertados, com exceção do curso de Medicina, que obedecerá às regras, procedimento e prazos do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos, o Revalida.

Rosalba vira “ficha suja” com condenação em tribunal

Do Jornal de Hoje
O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte publicou decisão em que o colegiado de desembargadores condena a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) por improbidade administrativa, tornando-a “ficha suja” por enquadramento na lei complementar 135, de 2010. Com isso, a governadora fica apta a perder o mandato e também não poderá disputar eleição. Mas, da decisão, ainda cabe recurso.
O caso aconteceu quanto Rosalba era prefeita de Mossoró. A atual governadora do Rio Grande do Norte foi condenada por improbidade administrativa por ter contratado servidores sem concurso público, entre 1997 e 2004. Como punição, ela deve pagar multa civil no valor de R$ 30 mil. A condenação foi publicada no site do Tribunal de Justiça do RN nesta quarta-feira.
Segundo a sentença, Rosalba também está proibida de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos. Para o Ministério Público, Rosalba Ciarlini, na condição de governante, teria admitido pessoal para prestar serviço ao Município sem a deflagração do devido concurso público, em situações que não caracterizam necessidade temporária de excepcional interesse público.
Conduta
Para o MP, a conduta da ex-prefeita caracteriza ato de improbidade administrativa, justamente porque as contratações temporárias realizadas pela gestora não se enquadram na situação de temporariedade, muito menos de excepcionalidade. O Ministério Público alegou que os servidores contratados temporariamente promoviam atividades em diversos setores da administração municipal, cujas atribuições públicas possuem “natureza permanente, obrigatória e imprescindível diante das responsabilidades constitucionais dos Municípios”.
Com isso, a ex-prefeita teria violado a regra constitucional do concurso público, conduta que se amolda ao tipo do artigo 11, inciso V da Lei nº. 8.429/92. Para o juiz Airton Pinheiro, as funções desempenhadas pelos profissionais contratados eram de caráter permanente e fundamentais ao Município, de modo que não poderiam ser desenvolvidas de forma transitória. Os profissionais são essencialmente da área de saúde: médicos, enfermeiros, dentistas, técnicos de enfermagem e fisioterapeutas.
“Figura inquestionável o dolo da ré em violar o seu dever de realizar concurso público para admissão de pessoal, postura adotada durante os anos de sua gestão, optando claramente pela celebração de inúmeros contratos temporários para suprir atividades permanentes da administração pública”, disse o magistrado.

CNE vai discutir resolução que fixa idade para pré-escola e ensino fundamental

Pelo menos dez estados e o Distrito Federal conseguiram, na Justiça, suspender resolução de 2010, do Conselho Nacional de Educação (CNE), que estabelece idade para ingresso das crianças na pré-escola e no ensino fundamental. Após as decisões judiciais, o CNE decidiu discutir a determinação, e marcou uma reunião para o dia 12 março, quando poderá fazer alterações no texto.
A resolução em vigor determina que para o ingresso, na pré-escola, a criança deve ter 4 anos completos até o dia 31 de março do ano em que ocorrer a matrícula. No caso do ensino fundamental, a idade é 6 anos. A medida tem desagradado pais, que têm que manter os filhos no ensino infantil por mais um ano, por não terem atingido a idade permitida para avançar para o ensino fundamental.
“Como vem ocorrendo essa avalanche de questionamentos, não vamos ficar de braços cruzados. Vamos procurar uma saída que seja a mais adequada possível à vida escolar dessas crianças”, disse o presidente da Câmara de Educação Básica do CNE, Moacir Feitosa. Ele completou: “Vamos buscar a elaboração de uma emenda modificatória, que atenda os sistemas de tal forma a se ter um consenso em relação à matrícula de crianças na pré-escola, com 4 anos de idade, e no ensino fundamenta,l com 6 anos de idade”.
A resolução está suspensa em estados como Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Ceará, Rio de Janeiro, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Pernambuco e no Distrito Federal.
O conselheiro Moacir Feitosa diz que a resolução foi elaborada com a intenção de garantir que não se antecipe a escolarização da criança, ficando em desacordo com o estágio de maturidade. Outro motivo é assegurar a organização do sistema educacional.
Em relação às decisões judiciais, o conselheiro diz que não adianta suspender a norma sem definir uma idade de corte para o ingresso das crianças. “Os tribunais barram o corte etário, mas eles não dão nenhuma indicação de qual deveria ser o corte. Não é fácil trabalhar essa questão. Haveremos de elaborar uma redação que atribua a responsabilidade da matrícula à própria escola, em corresponsabilidade com os pais. Trabalhamos na perspectiva de que não seja antecipada, de forma danosa à escolarização da criança”, disse Moacir.
O presidente da Associação de Pais e Alunos das Instituições de Ensino do Distrito Federal, Luiz Claudio Megiorin, critica a resolução do CNE, e defende a mudança da data de corte e a flexibilização da medida. “Antes, a data de corte era até 30 de junho, e tinha flexibilidade para a escola avaliar caso a caso. Qualquer data de corte não pode ser categórica, ela tem que ter flexibilização. Até 30 de junho não teria problema nenhum”, avalia.
(Agência Brasil)

Parlamento russo acata pedido de Putin e autoriza envio de forças armadas para Ucrânia

Parlamento russo acata pedido de Putin e autoriza envio de forças armadas para Ucrânia
O Legislativo da Russia, em resposta ao pedido do presidente Vladimir Putin, autorizou, por unanimidade o uso em potencial de força militara na Ucrânia. Após a requisição de Moscou, o presidente interino da Ucrânia, Oleksander Turchinov, convocou uma reunião de emergência com sua equipe de defesa nacional para discutir os próximos passos. O pedido de Putin foi feito diante da “situação extraordinária” que vive a Ucrânia, e diz que a medida é necessária para proteger a população russa que vive na Crimeia, assim como a vida dos oficias russos que atuam na região. A utilização de forças armadas no exterior está previsto em lei na Russia, e precisa apenas do aval do Senado para ser colocada em prática. O Executivo regional de Crimeia já havia pedido à Russia para preserver a segurança do território autônomo local. A Crimeia, uma região pró-Russia, tem independência do governo central da Ucrânia. Na madrugada deste sábado (1º), a chancelaria russa denunciou que homens armados partiram de Kiev para a capital da Crimeia, que se opõe ao afastamento do presidente eleito Viktor Yanukovich . O ataque deixou inúmeros feridos. O governo provisório da Ucrânia diz que militares russos tomaram pontos estratégicos da Crimeia. Yanukovich  fez sua primeira aparição pública nesta sexta-feira (28) desde seu afastamento na semana passada, e disse que ainda é o presidente do país, e acusou o Ocidente pelo fracasso no acordo firmado com a oposição, mediado pela União Europeia.

Galo da Madrugada arrasta multidão no Recife e homenageia Ariano Suassuna e Reginaldo Rossi

Galo da Madrugada arrasta multidão no Recife e homenageia Ariano Suassuna e Reginaldo Rossi
Foto: Bernardo Dantas/DP/D.A Press
Considerado o maior bloco carnavalesco do mundo pelo Guinness Book, o Galo da Madrugada desfila neste sábado (1°) de carnaval do Recife. Conhecido por levar mais de um milhão de pessoas às ruas do bairro de São José, o bloco fez homenagem ao escritor Ariano Suassuna. No 37° desfile da agremiação, o tema escolhido foi o Frevo no Auto do Reino de Ariano, em referência a duas das obras mais conhecidas do escritor paraibano: “O Auto da Compadecida” e “A Pedra do Reino”. O autor, que chegou por volta das 9h ao camarote oficial do bloco, aproveitou para brincar com a homenagem. "Se eu sou o homenageado do maior bloco do mundo, eu sou o maior escritor do mundo", se divertiu.

 
Ao longo do desfile, os foliões aproveitaram também para reverenciar o cantor recifense Reginaldo Rossi, morto em dezembro do ano passado. Marcaram presença no embalo do Galo, artistas, como Fafá de Belém, Marcelo D2, Elba Ramalho, Silvério Pessoa, Seu Jorge, Gustavo Travassos, Sérgio Loroza, Joelma e banda Calypso, entre outros. Informações do Diário de Pernambuco.

Por que o Brasil é o país das oportunidades

Por Luiz Inácio Lula da Silva, no Valor Econômico

Passados cinco anos do início da crise global, o mundo ainda enfrenta suas consequências, mas já se prepara para um novo ciclo de crescimento. As atenções estão voltadas para mercados emergentes como o Brasil. Nosso modelo de desenvolvimento com inclusão social atraiu e continua atraindo investidores de toda parte. É hora de mostrar as grandes oportunidades que o país oferece, num quadro de estabilidade que poucos podem apresentar.

Nos últimos 11 anos, o Brasil deu um grande salto econômico e social. O PIB em dólares cresceu 4,4 vezes e supera US$ 2,2 trilhões. O comércio externo passou de US$ 108 bilhões para US$ 480 bilhões ao ano. O país tornou-se um dos cinco maiores destinos de investimento externo direto. Hoje somos grandes produtores de automóveis, máquinas agrícolas, celulose, alumínio, aviões; líderes mundiais em carnes, soja, café, açúcar, laranja e etanol.

Reduzimos a inflação, de 12,5% em 2002 para 5,9%, e continuamos trabalhando para trazê-la ao centro da meta. Há dez anos consecutivos a inflação está controlada nas margens estabelecidas, num ambiente de crescimento da economia, do consumo e do emprego. Reduzimos a dívida pública líquida praticamente à metade; de 60,4% do PIB para 33,8%. As despesas com pessoal, juros da dívida e financiamento da previdência caíram em relação ao PIB.

Que país atravessou por essa crise mundial promovendo o pleno emprego e o aumento da renda da população?

Colocamos os mais pobres no centro das políticas econômicas, dinamizando o mercado e reduzindo a desigualdade. Criamos 21 milhões de empregos; 36 milhões de pessoas saíram da extrema pobreza e 42 milhões alcançaram a classe média.

Quantos países conseguiram tanto, em tão pouco tempo, com democracia plena e instituições estáveis?

A novidade é que o Brasil deixou de ser um país vulnerável e tornou-se um competidor global. E isso incomoda; contraria interesses. Não é por outra razão que as contas do país e as ações do governo tornaram-se objeto de avaliações cada vez mais rigorosas e, em certos casos, claramente especulativas. Mas um país robusto não se intimida com as críticas; aprende com elas.

A dívida pública bruta, por exemplo, ganhou relevância nessas análises. Mas em quantos países a dívida bruta se mantém estável em relação ao PIB, com perfil adequado de vencimentos, como ocorre no Brasil? Desde 2008, o país fez superávit primário médio anual de 2,58%, o melhor desempenho entre as grandes economias. E o governo da presidenta Dilma Rousseff acaba de anunciar o esforço fiscal necessário para manter a trajetória de redução da dívida em 2014.

Acumulamos US$ 376 bilhões em reservas: dez vezes mais do que em 2002 e dez vezes maiores que a dívida de curto prazo. Que outro grande país, além da China, tem reservas superiores a 18 meses de importações? Diferentemente do passado, hoje o Brasil pode lidar com flutuações externas, ajustando o câmbio sem artifícios e sem turbulência. Esse ajuste, que é necessário, contribui para fortalecer nosso setor produtivo e vai melhorar o desempenho das contas externas.

O Brasil tem um sistema financeiro sólido e expandiu a oferta de crédito com medidas prudenciais para ampliar a segurança dos empréstimos e o universo de tomadores. Em 11 anos o crédito passou de R$ 380 bilhões para R$ 2,7 trilhões; ou seja, de 24% para 56,5% do PIB. Quantos países fizeram expansão dessa ordem reduzindo a inadimplência?

O investimento do setor público passou de 2,6% do PIB para 4,4%. A taxa de investimento no país cresceu em média 5,7% ao ano. Os depósitos em poupança crescem há 22 meses. É preciso fazer mais: simplificar e desburocratizar a estrutura fiscal, aumentar a competitividade da economia, continuar reduzindo aportes aos bancos públicos, aprofundar a inclusão social que está na base do crescimento. Mas não se pode duvidar de um país que fez tanto em apenas 11 anos.

Que país duplicou a safra e tornou-se uma das economias agrícolas mais modernas e dinâmicas do mundo? Que país duplicou sua produção de veículos? Que país reergueu do zero uma indústria naval que emprega 78 mil pessoas e já é a terceira maior do mundo?

Que país ampliou a capacidade instalada de eletricidade de 80 mil para 126 mil MW, e constrói três das maiores hidrelétricas do mundo? Levou eletricidade a 15 milhões de pessoas no campo? Contratou a construção de 3 milhões de moradias populares e já entregou a metade?

Qual o país no mundo, segundo a OCDE, que mais aumentou o investimento em educação? Que triplicou o orçamento federal do setor; ampliou e financiou o acesso ao ensino superior, com o Prouni, o FIES e as cotas, e duplicou para 7 milhões as matrículas nas universidades? Que levou 60 mil jovens a estudar nas melhores universidades do mundo? Abrimos mais escolas técnicas em 11 anos do que se fez em todo o Século XX. O Pronatec qualificou mais de 5 milhões de trabalhadores. Destinamos 75% dos royalties do petróleo para a educação.

E que país é apontado pela ONU e outros organismos internacionais como exemplo de combate à desigualdade?

O Brasil e outros países poderiam ter alcançado mais, não fossem os impactos da crise sobre o crédito, o câmbio e o comércio global, que se mantém estagnado. A recuperação dos Estados Unidos é uma excelente notícia, mas neste momento a economia mundial reflete a retirada dos estímulos do Fed. E, mesmo nessa conjuntura adversa, o Brasil está entre os oito países do G-20 que tiveram crescimento do PIB maior que 2% em 2013.

O mais notável é que, desde 2008, enquanto o mundo destruía 62 milhões de empregos, segundo a Organização Internacional do Trabalho, o Brasil criava 10,5 milhões de empregos. O desemprego é o menor da nossa história. Não vejo indicador mais robusto da saúde de uma economia.

Que país atravessou a pior crise de todos os tempos promovendo o pleno emprego e aumentando a renda da população?

Cometemos erros, naturalmente, mas a boa notícia é que os reconhecemos e trabalhamos para corrigi-los. O governo ouviu, por exemplo, as críticas ao modelo de concessões e o tornou mais equilibrado. Resultado: concedemos 4,2 mil quilômetros de rodovias com deságio muito acima do esperado. Houve sucesso nos leilões de petróleo, de seis aeroportos e de 2.100 quilômetros de linhas de transmissão de energia.

O Brasil tem um programa de logística de R$ 305 bilhões. A Petrobras investe US$ 236 bilhões para dobrar a produção até 2020, o que vai nos colocar entre os seis maiores produtores mundiais de petróleo. Quantos países oferecem oportunidades como estas?

A classe média brasileira, que consumiu R$ 1,17 trilhão em 2013, de acordo com a Serasa/Data Popular, continuará crescendo. Quantos países têm mercado consumidor em expansão tão vigorosa?

Recentemente estive com investidores globais no Conselho das Américas, em Nova Iorque, para mostrar como o Brasil se prepara para dar saltos ainda maiores na nova etapa da economia global. Voltei convencido de que eles têm uma visão objetiva do país e do nosso potencial, diferente de versões pessimistas. O povo brasileiro está construindo uma nova era - uma era de oportunidades. Quem continuar acreditando e investindo no Brasil vai ganhar ainda mais e vai crescer junto com o nosso país.


Luiz Inácio Lula da Silva é ex-presidente da República e presidente de honra do PT

Mentiras e verdades sobre a situação na Venezuela

Igor Fuser, no Vermelho

Nos últimos dias a Venezuela voltou às manchetes dos jornais do mundo devido a uma série de manifestações de rua. Abaixo, apresento uma série de mentiras alardeadas pela chamada “grande mídia” e as suas respectivas verdades.

Existe ampla liberdade política no país, que é regido por uma Constituição democrática, elaborada por uma assembleia livremente eleita e aprovada em plebiscito.

Mentira: Os opositores saíram às ruas porque estão descontentes com os rumos do país e querem melhorar a situação.

Verdade: O que está em curso na Venezuela é o chamado “golpe em câmera lenta”, que consiste em debilitar gradualmente o governo até gerar as condições para o assalto direto ao poder. O atual líder oposicionista, Leopoldo López, não esconde esse objetivo, ao pregar aos seus partidários que permaneçam nas ruas até o que ele chama de “A Saída”, ou seja, a derrubada do governo. O roteiro golpista, elaborado com a participação de agentes dos Estados Unidos, combina as manifestações pacíficas com atos violentos, como a destruição de patrimônio público, bloqueio de ruas e atentados à vida de militantes chavistas. A mídia venezuelana e internacional tem um papel de destaque nesse plano, ao difundir uma versão distorcida dos fatos. A aposta da direita é tornar o país ingovernável. Trata-se de criar uma situação de caos até o ponto em que se possa dizer que o país está “à beira da guerra civil” e pedir uma intervenção militar de estrangeiros. Outro tópico desse plano é a tentativa de atrair uma parcela das Forças Armadas para a via golpista. Mas isso, até agora, tem se mostrado difícil.

Mentira: A Venezuela é um regime autoritário, que impõe sua vontade sobre os cidadãos e reprime as manifestações opositoras.

Verdade: Existe ampla liberdade política no país, que é regido por uma Constituição democrática, elaborada por uma assembleia livremente eleita e aprovada em plebiscito. Nos 15 anos desde a chegada de Hugo Chávez à presidência, já se realizaram 19 consultas à população – entre eleições, referendos e plebiscitos – e o chavismo saiu vitorioso em 18 delas. Foram eleições limpas e transparentes, aprovadas por observadores estrangeiros das mais diferentes tendências políticas, inclusive de direita. O ex-presidente estadunidense Jimmy Carter, que monitorou uma dessas eleições, declarou que o sistema de votação venezuelano é “o melhor do mundo”. Esse mesmo sistema eleitoral viabilizou a conquista de inúmeros governos estaduais e prefeituras pela oposição. Há no país plena liberdade de expressão, sem qualquer tipo de censura.

Mentira: Quem está protestando contra o governo é porque “não aguenta mais” os problemas do país.

Verdade: A tentativa golpista, na qual se inserem as manifestações da direita, reflete o desespero da parcela mais extremista da oposição, que não se conforma com o resultado das eleições de 2013. Esse setor desistiu de esperar pelas próximas eleições presidenciais, em 2019, ou mesmo pelas próximas eleições legislativas, em 2016, ou ainda pela chance de convocar um referendo sobre o mandato do presidente Nicolás Maduro, no mesmo ano. Essas são as regras estabelecidas pela Constituição – qualquer coisa diferente disso é golpe de Estado. A direita esperava que, com a morte de Chávez, o processo de transformações sociais conhecido como Revolução Bolivariana, impulsionado pela sua liderança, entrasse em declínio. Apostava também na divisão das fileiras chavistas, abrindo caminho para seus inimigos. A vitória de Maduro – o candidato indicado por Chávez – nas eleições de abril de 2013, ainda que por margem pequena (1,7% de diferença), frustrou essa expectativa. Uma última cartada da oposição foi lançada nas eleições municipais de dezembro do ano passado. Seu líder, Henrique Capriles (duas vezes derrotado em eleições presidenciais), disse que elas significariam um “plebiscito” sobre a aprovação popular do governo federal. Mas os votos nos candidatos chavistas superaram os dos opositores em mais de 10%, e o governo ganhou em quase 75% dos municípios. Na época, a economia do país já apresentava os problemas que agora servem de pretexto para os protestos, e ainda assim a maioria dos venezuelanos manifestou sua confiança no governo de Maduro. Diante disso, um setor expressivo da oposição resolveu apelar para o caminho golpista.

Mentira: O governo está usando violência para reprimir os protestos.

Verdade: Nenhuma manifestação foi reprimida. O único confronto entre policiais e opositores ocorreu no dia 17 de fevereiro, quando, ao final de um protesto, grupos de choque da direita atacaram edifícios públicos no centro de Caracas, incendiando a sede da Procuradoria- Geral da República e ferindo dezenas de pessoas. Nestas últimas semanas, as ações violentas da oposição têm se multiplicado pelo país. A casa do governador (chavista) do Estado de Táchira foi invadida e depredada. Caminhões oficiais e postos de abastecimento têm sido destruídos. Recentemente, duas pessoas, que transitavam de motocicleta, morreram devido aos fios de arame farpado que opositores estendem a fim de bloquear as ruas.

Mentira: O governo controla a mídia.

Verdade: Cerca de 80% dos meios de comunicação pertencem a empresas privadas, quase todas de orientação opositora. Mas o governo recebe o apoio das emissoras estatais e também de centenas de rádios e TVs comunitárias, ligadas aos movimentos sociais e às organizações de esquerda. Isso garante a pluralidade política e ideológica na mídia venezuelana – algo que, infelizmente, não existe no Brasil, onde a direita controla quase totalmente os meios de comunicação.

Mentira: Os Estados Unidos acompanham a situação à distância, preocupados com os direitos humanos e os valores democráticos, para que não sejam violados.

Verdade: Desde a primeira posse de Chávez, em 1999, o governo estadunidense tem se esforçado para derrubar o governo venezuelano e devolver o poder aos políticos de direita. Está amplamente comprovado o envolvimento dos Estados Unidos no golpe de 2002, quando Chávez foi deposto por uma aliança entre empresários, setores militares e emissoras de televisão. Desde então, a oposição tem recebido dinheiro e orientação de Washington.

Mentira: Os problemas no abastecimento transformaram a vida cotidiana num inferno.

Verdade: Existe, de fato, a falta constante de certos bens de consumo, como roupas, produtos de higiene e limpeza e peças para automóveis, mas o acesso aos produtos essenciais (principalmente alimentos e medicamentos) está garantido para o conjunto da população. Isso ocorre graças à existência de uma rede de 23 mil pontos de venda estatais, espalhados por todo o país, sobretudo nos bairros pobres. Lá, os preços são pelo menos 50% menores do que os valores de mercado, devido aos subsídios oficiais. É importante ressaltar que o principal motivo da escassez não é nem a inexistência de dinheiro para realizar importações nem a incapacidade do governo na distribuição dos produtos. Grande parte das mercadorias em falta são contrabandeadas para a Colômbia por meio de uma rede clandestina à qual estão ligados empresários de oposição.

Mentira: A atual onda de protestos é protagonizada pela juventude, que está em rebelião contra o governo.

Verdade: Os jovens que participam dos protestos pertencem, na sua quase totalidade, a famílias das classes alta e média-alta, que constituem a quarta parte da população. Isso pode facilmente ser constatado pela imagem dos estudantes que aparecem na mídia. São, quase todos, brancos – grupo étnico que não ultrapassa 20% da população venezuelana, cuja marca é a mistura racial. E não é por acaso que os redutos dos jovens oposicionistas sejam as faculdades particulares e as universidades públicas de elite. Os jovens opositores são minoria. Do contrário, como se explica que o chavismo ganhe as eleições em um país onde 60% da população têm menos de 30 anos? Uma pesquisa recente, com base em 10 mil entrevistas com jovens entre 14 e 29 anos, revelou que 61% deles consideram o socialismo como a melhor forma de organização da sociedade, contra 13% que preferem o capitalismo.

Mentira: A economia venezuelana está em colapso.

Verdade: O país enfrenta problemas econômicos, alguns deles graves, como a inflação de mais de 56% nos últimos 12 meses. Mas não se trata de uma situação de falência, como ocorre na Europa. A Venezuela tem superávit comercial, ou seja, exporta mais do que importa, e possui reservas monetárias para bancar ao menos sete meses de compras no exterior. É um país sem dívidas. A principal dificuldade econômica é a falta de crédito, causada pelo boicote dos bancos internacionais.

Mentira: A insegurança pública está cada vez pior.

Verdade: A Venezuela enfrenta altos níveis de criminalidade, assim como outros países latino-americanos, inclusive o Brasil. Esse tema é uma das prioridades do governo Maduro, que chegou a mobilizar tropas do Exército no policiamento de certas áreas urbanas, com bons resultados. A melhoria da segurança pública foi justamente o tema do diálogo entre o governo e a oposição, iniciado no final do ano passado, por iniciativa do presidente. O próprio Chávez, em seu último mandato, criou a Polícia Nacional Bolivariana, a fim de compensar as deficiências do aparato de segurança tradicional, famoso pela corrupção. Outra estratégia é o diálogo com as “gangues” juvenis a fim de afastá-las do narcotráfico e atraí-las para atividades úteis, como o trabalho na comunidade e a produção cultural. A grande diferença entre a Venezuela e o Brasil, nesse ponto, é que lá o combate à criminalidade ocorre num marco de respeito aos direitos humanos. A política de segurança pública venezuelana descarta o extermínio de jovens nas regiões pobres, como ocorre no Brasil.

Igor Fuser é jornalista e professor da Faculdade Cásper Líbero.

SONETO DE CARNAVAL



Distante o meu amor, se me afigura
O amor como um patético tormento
Pensar nele é morrer de desventura
Não pensar é matar meu pensamento.

Seu mais doce desejo se amargura
Todo o instante perdido é um sofrimento
Cada beijo lembrado uma tortura
Um ciúme do próprio ciumento.

E vivemos partindo, ela de mim
E eu dela, enquanto breves vão-se os anos
Para a grande partida que há no fim

De toda a vida e todo o amor humanos:

Mas tranquila ela sabe, e eu sei tranquilo

Que se um fica o outro parte a redimi-lo.

Vinícius de Moraes



Brasil tem 3º melhor resultado de PIB do 4º trimestre entre 13 países

. Anoto no Valor Econômico: Em uma listagem de 13 países selecionados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil mostrou o terceiro melhor resultado na variação do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre quando comparado com trimestre imediatamente anterior, já com ajustes sazonais.
. O IBGE observou que a análise serve apenas para comparação e não oferece qualquer tipo de hierarquização. De acordo com o instituto todos os 13 países citados tiveram taxas positivas na variação de seus PIBs no período. A primeira posição é ocupada por Coreia do Sul, com avanço de 0,9% em sua economia nos três meses finais de 2013, em relação a terceiro trimestre, seguida por Estados Unidos (0,8%). No caso do Brasil, o país ocupa a terceira posição, com avanço de 0,7%, mesma variação registrada por Holanda e Reino Unido.
. Os outros países da lista que tiveram saldo positivo, na mesma comparação, foram Portugal (0,5%), Alemanha e União Europeia (ambos com 0,4%); Espanha, França, e Japão (os três com variação de 0,3%); México (0,2%); e Itália (0,1%).
. Na evolução anual, o desempenho brasileiro também ocupou a terceira melhor posição na lista de países selecionados pelo IBGE - que juntou, nessa seleção anual, a evolução do PIB na zona do euro também. O avanço de 2,3% do PIB brasileiro em 2013, em relação a 2012, só não foi superado pelas taxas positivas observadas em China (7,7%) e Coreia do Sul (2,8%).
. Outros países mostraram saldo positivo no mesmo período, como África do Sul, Reino Unido e Estados Unidos (os três com expansão de 1,9%); Japão (1,6%), México (1,1%), Alemanha (0,4%), França (0,3%) e Bélgica (0,2%).

. Já as economias que mostraram contração no PIB no período foram Espanha (-1,2%), Itália (-1,9%) e zona do euro (-0,4%).

domingo, 23 de fevereiro de 2014

O Futuro é a Educação

A frase é bem batida, mas o contexto sempre foi o das pessoas. Desde que o mundo é mundo, os jovens servem de referencial para o futuro, porque serão deles o amanhã e porque este se constrói no hoje, com a participação incisiva dessa parte da população, ainda que muitos deles não tenham se dado conta do seu poder enquanto elemento transmutável da realidade social.
Agora, a educação ganha ares de investimento de peso. Sim, isso mesmo. A alternativa surgiu após a crise financeira que assolou os Estados Unidos. Com o estouro da bolha imobiliária, o país teve que correr atrás do prejuízo e redesenhar seu leque de investimentos financeiros. Não deu outra: fundos de investimento em educação. A receita? Captação de recursos para adquirir grupos educacionais reconhecidamente promissores e investir nos ensinos fundamental, médio e superior.
Como bom copiador do primo rico das Américas, o Brasil já aderiu a ideia, a exemplo do que fez o carioca Jorge Paulo Lemann, um dos donos da InBev, que vem a ser a maior cervejaria do mundo. De olho nos negócios - e no futuro -, o empresário, em associação com dois outros sócios brasileiros, criou o Fundo Gera Venture de Educação, no Rio de Janeiro, e já partiu em busca de novos e bilionários investimentos.
Com fortuna avaliada em US$ 21,5 bilhões, Lemman ostenta o título de mais rico do país e, se chegou a tanto, é porque tem tino e grande inclinação para os negócios. Portanto, que ninguém duvide, sabe onde está pisando.
Esse mercado já vinha chamando a atenção dos investidores brasileiros desde o ano passado, quando a Abril Educação comprou o Anglo, e o fundo BR Investimentos, parte da Abril Educação, numa transação estimada em R$ 200 milhões. No mesmo ano, a empresa britânica Pearson, gigante do mundo editorial, assumiu o controle do SEB - Sistema Educacional Brasileiro, que detém a propriedade do COC, Pueri Domus e Dom Bosco, enquanto a Kroton Educacional adquiriu o Grupo Iuni, de ensino superior, por R$ 600 milhões.
Em virtude da falência do ensino público, aliado aos alarmantes e irrefreáveis índices de violência nas escolas sustentadas pelo Estado brasileiro, a rede privada de ensino vem crescendo a largos passos. Estima-se que, somente com o ensino superior, as instituições particulares adicionaram 30% de faturamento ao seu caixa em 2013. Foram cerca de R$ 32 bilhões arrecadados dos quase 5 milhões de alunos universitários.
Diante dessas cifras, resta saber se os investimentos levarão em conta a seleção e capacitação de professores, bem assim a consequente qualidade do ensino. Espera-se, também, que o Governo brasileiro, envergonhado, caia em si e cumpra a promessa de investir na educação do seu povo, que arca com um dos mais dispendiosos regimes tributários do mundo.
Quanto a nós, pobres mortais, continuemos alimentando nossa fé, sem, contudo, deixarmos de lutar pelo nosso futuro, na exata acepção deste vocábulo. E, quanto ao futuro dos negócios nessa seara, que haja vontade e boa-fé. E, quem sabe, uma boa dica de Lemann a Eike Batista...

Blog do Prof. Ozamir Lima - Designer: Segundo Freitas